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Passos Coelho defende “resultado politicamente inequívoco”

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NUNO BOTELHO

Passos Coelho sublinhou a a necessidade de haver estabilidade política

Helena Bento

Jornalista

O líder do PSD, Pedro Passos Coelho, defendeu este sábado a necessidade de "um resultado politicamente inequívoco" nas próximas eleições e sublinhou a importância de haver "estabilidade governativa".

"Gostaria que nas próximas eleições o resultado fosse politicamente inequívoco, um resultado que nos permita governar para resolver os problemas das pessoas e não para andar à procura de como é que se resolve os problemas do Governo. Se o resultado não for inequívoco, o próximo Governo há de ser seguramente um Governo cheio de problemas e isso seria um problema adicional para os portugueses", disse Passos Coelho perante dezenas de militantes na Festa do Pontal, em Quarteira, que marcou a "rentrée" da coligação Portugal à Frente (PAF).

Referindo várias vezes que "as pessoas sempre estiveram no centro" das suas preocupações e decisões, e que tudo o que foi feito, foi feito por Portugal, Passos Coelho fez um balanço dos quatro anos de governação, tal como fizera Paulo Portas durante o seu discurso, minutos antes. "Não há dúvida de que hoje somos mais livres, mais livres para escolher no futuro, mais livres no nosso destino, mais livres para escolher o que é melhor para cada um de nós e para a sociedade portuguesa".

"Quantas vezes pensei que se falhasse não era o meu futuro político que estava em jogo, era o futuro das pessoas. Se não podíamos falhar não era porque temêssemos as consequências políticas para o Governo, era porque tínhamos de olhar os portugueses nos olhos e dizer-lhes que a sua vida poderia ser pior caso não tivéssemos persistido e sido determinados", acrescentou Passos Coelho.

O líder do PSD garantiu "trabalho, dedicação e inconformismo" no próximo mandato, caso a coligação vença as eleições legislativas. "Não descansaremos enquanto existirem portugueses desempregados e pessoas sem rendimentos suficientes para poderem viver com dignidade", disse Passos Coelho, defendendo uma vez mais que Portugal precisa de "estabilidade governativa para fazer o que é preciso".