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Marcelo acredita na vitória da coligação

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Marcelo Rebelo de Sousa podia ter sido médico, mas para cumprir o sonho do pai optou pelo Direito

Rui Ochôa

Em entrevista ao “Diário de Notícias”, Marcelo Rebelo de Sousa fala de si, do país e da política. Não esclarece o tabu da sua candidatura, mas avisa que um candidato ideal a Belém não precisa de apoios de partidos políticos

Podia ter sido médico, mas para cumprir o sonho do pai optou pelo Direito. Transformou-se no Professor, como é tratado. Mas não esqueceu a área da saúde: assume-se hipocondríaco e é um ávido leitor de bulas de medicamentos. São algumas das confissões de Marcelo Rebelo de Sousa, em entrevista ao “Diário de Notícias” desta sexta-feira. O fundamental é a decisão sobre as eleições presidenciais, mas aqui, continua a esquivar-se, adiando a divulgação da decisão para outubro.

Mas se acaba com o tabu perante os portugueses, confessa que a sua candidatura já foi tema de conversa com os filhos e netos. E dá uma pista quando defende que o ideal era o candidato a Presidente não ter qualquer ligação partidária.: “O candidato presidencial pode dizer, embora agradecendo as manifestações de partidos para o apoiar, que prescinde porque não é apenas desnecessário como não desejável esse tipo de vinculação”. Avisa ainda que não se deixará condicionar por uma eventual falta de apoio do líder do PSD.

Marcelo desenha os contornos fundamentais de um Presidente ideal, uma pessoa capaz de “trabalhar para a governabilidade, para a estabilidade e para as convergências de regime” e não arrisca opiniões sobre os candidatos já conhecidos, como Sampaio da Nóvoa ou Henrique Neto. Sobre Rui Rio, diz que são pessoas muito diferentes, e que ele, Marcelo, nunca deixaria de concorrer por questões associadas à “componente logístico-financeira”.

Sobre as eleições legislativas e a convicção de Passos Coelho quanto ao resultado possível, diz que o atual primeiro-ministro parece acreditar numa vitória, cenário que também não parece inatingível para Marcelo Rebelo de Sousa. Sublinha, contudo, a “irracionalidade” das questões da economia grega e a sombra de José Sócrates na opção dos eleitores.

A conversa acaba com o esclarecimento de alguns mitos sobre a sua pessoa. É verdade que dorme pouco, cerca de quatro horas por dia, e que é capaz de ditar, em simultâneo, dois textos sobre temas diferentes, mas desmente que tenha começado a escrever com a mão esquerda e depois tenha passado a ser destro. Adianta ainda que não tem medo da morte e que não teve nunca dúvidas de fé, rezando o terço diariamente.