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Política

Temperatura sobe nas presidenciais

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José Caria

Os apoios à eventual candidatura de Maria de Belém à Presidência da República crescem sem que a ex-ministra de António Guterres confirme a intenção de concorrer ao cargo. Sampaio da Nóvoa finge que não vê as movimentações no campo socialista e anuncia medidas, caso ganhe as eleições do próximo ano

Maria de Belém estará decidida a concorrer à Presidência da República e já terá anunciado a intenção a António Costa, segundo avança esta segunda-feira o jornal “i”. No entanto, como explica a notícia, nada será anunciado antes das eleições legislativas de 4 de outubro.

A existência de uma página no Facebook, intitulada “Eu apoio Maria de Belém”, onde está publicada uma petição de cerca de 100 personalidades da sociedade civil a apelar à ex-ministra da Saúde de António Guterres e ex-presidente do PS que se apresente as eleições presidenciais, é considerado mais um sinal de que a montagem de uma candidatura está em curso.

Classificada como “uma cidadã de exemplar vida cívica, de reconhecida e vasta experiência política nacional e internacional e de constante dedicação ao bem comum”, Maria de Belém Roseira conta com os apoios já públicos de representantes de várias áreas. Escritores como Nuno Júdice, Rita Ferro, Leonor Xavier ou Inês Pedrosa, a historiadora Simonetta Luz Afonso, o empresário e presidente da Associação Portuguesa de Casinos Jorge Armindo e reitores universitários como Luís Reto (ISCTE) e António Rendas (Nova) estão entre os signatários.

António Sampaio da Nóvoa segue em frente, entretanto, como se as movimentações pelo apoio institucional do PS não estivessem a acontecer. Numa entrevista esta segunda-feira ao “Diário Económico”, Nóvoa não se mostra preocupado com uma eventual candidatura de Maria de Belém e avisa que a sua própria candidatura não depende de nenhum apoio, embora assuma que o cenário de uma divisão entre os socialistas não o entusiasma. “Não fico contente”, afirma, para concluir que “desistir está fora de questão”.

Questionado sobre cenários pós-eleitorais, o ex-reitor da Universidade Nova de Lisboa, não se acanha: avisa já que não dissolveria o Parlamento caso o cenário pós-legislativas seja de uma Assembleia da República fragmentada e sem maioria absoluta para nenhum dos partidos.

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