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Diretor de campanha do PS demite-se

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"Acabei de informar o secretário-geral do Partido Socialista da minha decisão de cessar as funções de diretor de campanha", escreveu Ascenso Simões na sua página no Facebook.

Ascenso Simões, diretor de campanha do PS para as legislativas, abandonou hoje o cargo depois da polémica com os cartazes socialistas. "Quem é responsável por uma máquina deve assumir todas as falhas que ela demonstra, deve tirar ilações de tudo o que, publicamente, se reconhece como erro", disse na sua página pessoal no Facebook.

Na nota em que divulga a decisão, Ascenso Simões diz que não quer manchar o seu passado com o episódio dos cartazes. "Tenho pelo meu partido de mais de 35 anos um dever de lealdade. E tenho pelo meu país o respeito de sempre ter feito política assumindo todas as responsabilidades de a fazer com elevação e com decência."

A polémica com os carttazes da campanha socialista surgiu quando, sexta-feira, se descobriu que as histórias publicadas com supostos casos reais se tratavam de histórias fabricadas. O site Observador noticiou que as pessoas usadas na campanha tinham uma relação laboral com a Junta de Arroios, liderada pelo PS, e não tinham sequer dado autorização para que as suas imagens fossem divulgadas. “A história não é minha. Aquela afirmação é falsa”, disse ao Observador Maria João Pinto, a cara do cartaz sobre o desemprego.

Este foi o episódio que fez o PS vir pedir desculpas publicamente, contudo, já antes a campanha tinha sido criticada. Primeiro foram uns cartazes gozados nas redes sociais, por serem considerados como o anúncio de uma nova religião. Pouco tempo depois, foi a vez do PS apresentar um cartaz sobre o desemprego com a 'história', que na altura se acreditava ser verdadeira, de uma mulher que tinha perdido o trabalho... durante o último Governo de José Sócrates.

O líder socialista assumiu funcões de Secretário de Estado da Administração Interna, de Secretário de Estado da Proteção Civil e de Secretário de Estado do Desenvolvimento Rural e das Florestas no XVII Governo Constitucional, de 2005 a 2009.

D.R.