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Passos e Portas escrevem aos portugueses: agradecem e pedem “com humildade” mais uma oportunidade

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Marcos Borga

Líderes da coligação Portugal à Frente aproveitam o texto para culpar o Governo de Sócrates pela austeridade deste Governo. E dizem que, apesar de tudo, criaram mais emprego

Helena Bento

Jornalista

A carta foi enviada aos militantes do PSD e CDS, mas com um pedido: espalhem a palavra. No texto, Pedro Passos Coelho e Paulo Portas fazem uma avaliação positiva dos quatro anos de governação e apelam à confiança renovada dos eleitores.

No documento, tornado público esta sexta-feira, os líderes da coligação Portugal à Frente (PAF) pedem "com humildade" aos portugueses que lhes seja concedida a "oportunidade de consolidar" o ciclo já iniciado, a que garantem dar continuidade de uma forma responsável, prudente, determinada e dedicada.

Referem que a retoma económica do país será um "processo gradual e progressivo", mas que nem por isso deixará de estar ao alcance dos portugueses, ou não fosse esse um dos slogans da campanha da coligação: "Portugal pode mais".

Na mensagem, que é de "agradecimento e esperança", Passos e Portas relembram os resultados alcançados pelo PSD e CDS-PP e não poupam críticas ao anterior governo socialista, que acusam de ter deixado uma "herança pesada e uma conta elevada a ser paga por todos". "Todos sabemos o quão difícil foi atravessar este período, uma consequência dos erros do Governo que nos antecedeu e que não honrou a confiança dos portugueses", acrescentam.

Apesar de garantirem que "não é tempo de promessas", sendo esse, de resto, outro dos slogans da campanha eleitoral, os líderes do PAF falam em "mais crescimento económico" e "mais criação de emprego", bem como na definição de "políticas para melhorar o acesso à saúde e a qualidade da educação" de modo a combater as desigualdades sociais. Asseguram que não vão voltar ao passado "nem abrir mão da credibilidade que o país tem hoje". "Chegamos até aqui e vamos fazer muito mais."

Clique AQUI para ler a carta na íntegra

  • O que aumentou, diminuiu, melhorou e piorou: uma comparação entre emprego e desemprego

    Por um lado, o Governo vê a descida do desemprego para uma taxa de 11,9% como um momento “histórico”, recuando a níveis anteriores à crise. Por outro lado, a oposição lembra os 313 mil empregos destruídos nos últimos quatro anos. O Expresso recuou até ao primeiro momento em que a taxa de desemprego esteve mais próxima da atual e comparou os números – desde a população ativa, empregada e desempregada, às idades dos trabalhadores e duração do desemprego. Notas rápidas: o desemprego de longa duração está mais alto, entre os homens está semelhante, na faixa etária 15-24 está mais alto e a grande diferença está nas mulheres e na faixa etária 25-34. E há menos emprego e menos população ativa na economia