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PS pede desculpas públicas pelos cartazes de campanha

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O partido reagiu esta noite a nova polémica. Desta vez, um dos rostos dos outdoors, Maria João Pinto, de 29 anos, garante que não deu autorização para utilizarem a sua fotografia, nem disse a frase que está no cartaz, noticiou em primeira mão o Observador.

O PS pediu, em nota oficial, desculpas públicas às pessoas envolvidas em cartazes do partido.

"O PS pede desculpas públicas, em especial às pessoas implicadas", refere a nota do PS enviada esta sexta-feira à Lusa.

Um dos cartazes do PS para ilustrar que o desemprego tem uma face foi contestado pela pessoa que aparece nos outdoors. Maria João Pinto, de 29 anos, afirma não ter dado autorização para a sua cara ser usada naquela campanha e que a mensagem é falsa, avançou esta noite o jornal Observador.

"Esta história não é minha. A afirmação é falsa", garante a visada ouvida pelo diário digital, em alusão à frase que consta num dos novos cartazes. "Estou desempregada desde 2012, para o governo não existo. Como eu, são mais de 220.000".

Maria João Pinto revela: "Eu não estou desempregada desde 2012. Não me podem envolver desta maneira. Aqueles dados, são mentira”. À data, garante ao Observador, era prestadora de serviços na área da comunicação na Junta de Freguesia de Arroios.

A fotografia foi tirada na passada quinta-feira, dia 30 de julho, quando a presidente da Junta de Freguesia Margarida Martins lhe terá pedido para tirar uma fotografia para a campanha de António Costa. "Foi uma autorização para uma fotografia, mas pensei que haveria o processo a seguir", conta.

Apesar da autorização verbal, Maria João Pinto garante: "Nunca pensei que não haveria o passo a seguir que era dizerem-me para o que era e pedirem-me para assinar um papel de cedência de imagem”. Destaca também que a fotografia não foi paga.

Mas a polémica não se fica por aqui. O Observador adianta ainda que há mais dois rostos envolvidos. A história de cada um deles "não bate com aquela pela qual dão a cara nos cartazes". O primeiro refere-se à emigração.

"O rapaz que no cartaz diz ter sido obrigado a emigrar em 2012, de acordo com o seu perfil no Facebook – e de acordo com Maria João, morará em Lisboa e trabalhará na mesma Junta de Freguesia de Arroios", escreve o Observador.

O outro refere-se à situação de desemprego e já foi alvo de chacota nas redes sociais por remeter para a governação de Sócrates com a frase “há 5 anos sem qualquer subsídio ou apoio”.

Agora, a questão é outra. "Estará, na realidade, também a trabalhar na mesma Junta de Freguesia de Arroios através de um dos programas do Centro de Emprego, segundo uma denúncia que chegou ao Observador e confirmado por outra fonte da freguesia", acrescenta o diário.

"O PS solicitou já esclarecimentos pormenorizados aos fornecedores e prestadores de serviços, bem como todas as informações necessárias a que se possa avaliar o procedimento seguido", salienta a nota desta noite do partido.

O PS esclarece também que os cartazes em causa não são da autoria Edson Atayde.