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PSD ouviu os reparos do FMI, mas queria mesmo era ver o Fundo a analisar o programa do PS

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Mário Cruz/ Lusa

Carlos Carreiras, vice-presidente dos sociais-democratas, reagiu ao relatório da segunda monitorização pós-programa da troika. FMI alertou o Governo para adiar ou cancelar a devolução da sobretaxa, pede mais austeridade e aponta que a meta do défice está em risco

Para Carlos Carreiras, vice-presidente do PSD, seria “interessante do ponto de vista político” que o Fundo Monetário Internacional (FMI) avaliasse o programa eleitoral do Partido Socialista. “Chumbaria claramente”, disse esta quinta-feira aos jornalistas, em Lisboa, na reação ao relatório do FMI.

O vice social-democrata sublinhou que esse chumbo seria sobretudo evidente no que concerne à devolução da sobretaxa - os socialistas comprometem-se a devolvê-la mais rapidamente que a coligação. Facto é que o FMI alerta o Governo para “adiar ou cancelar a extinção da sobretaxa de IRS”.

Relativamente ao cumprimento do défice, Carlos Carreiras afirmou que os números do FMI (que aponta para 3,2%, face aos 2,7% do Executivo de Passos) e do governo estão mais próximos. A instituição liderada por Christine Lagarde “vem corrigir em baixa o que é a sua previsão” e “tem vindo a aproximar-se das projeções do Governo”.

Os sociais-democratas reafirmam: o défice vai ficar abaixo dos 3% e Portugal deixará de ter défice excessivo. E Carlos Carreiras considera que o FMI vai acabar por dar razão ao Governo. “No próximo relatório [do FMI], se descermos duas décimas - tal como aconteceu do anterior para o atual - já estaremos dentro do limite do défice excessivo.”

Para o PSD, este relatório é “um reconhecimento” e uma "evolução positiva", mas é preciso “continuar alerta” e manter “o rigor nas contas”. “Não podemos prometer o que não podemos cumprir”.

Esta quinta-feira, o FMI divulgou o relatório relativo à segunda missão de monitorização pós-programa da troika em Portugal. Saiba tudo AQUI.