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Novo cartaz do PS realça mulher que perdeu o emprego... no tempo de Sócrates

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Depois do outdoor que falava em “tempo de confiança” - e que foi motivo de chacota nas redes sociais -, há nova polémica à vista com a campanha socialista. Agora envolve um cartaz com uma desempregada e outro com uma trabalhadora a recibos verdes

É provável que nos próximos dias se cruze na estrada com um cartaz do Partido Socialista em que o alvo da fúria é o desemprego, a “brincadeira” do Governo com os números do desemprego e a falta de apoios aos desempregados. Para ilustrar e valorizar a sua argumentação, o PS utiliza a história de uma mulher que está desempregada há cinco anos.

Vamos a contas: 2015 menos cinco dá 2010. Por essa altura, o Governo de Portugal era liderado por José Sócrates e é precisamente para esse mesmo ano de governação socialista que o novo cartaz do PS remete - a mulher retratada diz que está no desemprego há cinco anos sem qualquer subsídio ou apoio. Ou seja, o desamparo de que se queixa responsabiliza não só o alvo do PS - quatro anos de governação PSD/CDS -, mas também o próprio Partido Socialista.

O Expresso tentou contactar o diretor de campanha do PS, Ascenso Simões, mas sem sucesso até ao momento. Este novo cartaz - que tem data prevista para sair no sábado à noite - já começou a despertar reações irónicas nas redes sociais.

Ainda no âmbito destes novos cartazes, sob o lema “não brinquem com os números, respeitem as pessoas”, há um outro outdoor em que é feita referência a uma trabalhadora que está a recibos verdes desde 2011. Ora, a metade inicial desse ano teve precisamente o Governo de José Sócrates à frente do país.

A primeira polémica a envolver os cartazes do PS começou com um outdoor em que o partido sublinha que “é tempo de confiança”, acompanhado da imagem de uma mulher a “virar a página”. Foi alvo de chacota nas redes sociais, onde foi comparado aos cartazes de organizações religiosas, e houve vozes dentro do próprio partido que também se manifestaram contra.

Chegou a ser noticiado que o PS ia antecipar a retirada desses cartazes do “tempo de confiança”, mas o partido garantiu que a substituição dos mesmos aconteceria dentro “dos prazos previstos”.