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Mais “união”, menos “incómodo”: apelos de um ministro “triste” com as reações à taxa de desemprego

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José Coelho / Lusa

Num dia marcado pelos números da taxa de desemprego - 11,9%, o valor mais baixo em quatro anos -, o ministro da Economia diz que não percebe tanta “irritação” na oposição. Parece que “não acreditam em Portugal”, diz

Os números do desemprego, revelados esta quarta-feira, “não deviam incomodar os políticos da oposição, mas sim ser um sinal de união”. Durante uma visita ao Bairro Alto e depois a Alfama, em Lisboa, o ministro da Economia mostrou-se satisfeito com a diminuição da taxa de desemprego e atribui o mérito às empresas e ao setor privado.

“Nunca me ouviram atribuir o mérito ao Estado ou ao Ministério da Economia ou aos políticos. O mérito é das empresas e do sector privado. Os portugueses deram uma resposta admirável nos últimos quatro anos.”

Para Pires de Lima, a reação da oposição dá a impressão de que “não acredita em Portugal”, uma vez que a responsabilidade da diminuição da taxa de desemprego é das empresas e dos empresários portugueses. “Olho com tristeza para a reação da oposição, que parece incomodada com os números”, acrescenta.

Na manhã desta quarta-feira, o Instituto nacional de Estatística (INE) revelou que o desemprego no segundo trimestre do ano foi de 11,9%, o que corresponde à taxa mais baixa dos últimos quatro anos. O ministro da economia diz que estes são “são dados importantes” e “um sinal de confiança e esperança”, mas que não podem ser “olhados com euforia”.

Já relativamente às exportações, Pires de Lima também atribui o “mérito” deste feito aos empresários nacionais. E mais uma vez aponta o dedo à aposição e diz que “não vale a pena ficarem irritados por as empresas portuguesas exportarem mais”. “Exportamos mais porque somos mais competitivos.”