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Política

Mais uma empresa de defesa privatizada

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A EID (Empresa de Investigação e Desenvolvimento de Electrónica, SA) foi vendida esta quarta-feira a um grupo britânico

Luísa Meireles

Luísa Meireles

Redatora Principal

O grupo britânico Cohort PLC concluiu esta quarta-feira a compra da EID, a empresa de defesa que fazia parte da Empordef (a holding das indústrias de defesa em processo de extinção), pelo valor de 32 milhões de euros, informa a sociedade de advogados Cuatrecasas, Gonçalves Pereira, que assessorou o Estado no negócio.

A verba corresponde à compra de 99,98% do capital da EID, aos acionistas/vendedores: a Empordef, a EFACEC Capital, o IAPMEI e a empresa alemã Rhode & Schwartz, a quem competia a comercialização internacional dos produtos da EID.

Em termos financeiros, a Cohort PLC vai desembolsar todavia apenas 19 milhões de euros. Os restantes 13 milhões do valor total do negócio correspondem a uma distribuição de 2,6 milhões de euros de dividendos e 10,4 milhões de redução de capital.

Esta empresa nasceu com a produção de rádios táticos para o Exército português (o qual equipa), há mais de 30 anos, os P/PRC-425, inteiramente concebidos por técnicos militares, em conjunto com engenheiros de rádio portugueses. Estes rádios vieram depois a ser sucessivamente atualizados, em colaboração com a Rohde & Schwarz, numa vertente também civil. No final deste ano, porém, terminarão os contratos de venda destes rádios.

A EID emprega 138 pessoas e fechou o último exercício com lucros de 1,4 milhões de euros. Já no início deste ano, ganhou um contrato de 15 milhões de euros para fornecer sistemas integrados de controlo de comunicações às marinhas portuguesa, holandesa e belga.

Segundo a resolução do Conselho de Ministros que ditou a extinção da Empordef, a receita da venda da participação da EID deve ser afeta ao reeembolso das dívidas da Empordef, nomeadamente perante o Arsenal do Alfeite.

A Cohort é uma empresa cotada e sedeada no Reino Unido, focada na área da defesa, terrestre, marítima e aérea.

De acordo com a Cuatrecasas, Gonçalves Pereira, o processo de venda só ficará concretizado em setembro, após a aprovação dos ministérios das Finanças e da Defesa.