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CDS-PP lamenta “irritação” do PS com descida da taxa de emprego

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“Não deixa de ser estranho que um partido como o PS pareça ficar alegre quando há más notícias e fique irritado quando há boas”

O CDS-PP lamentou esta terça-feira a "irritação" do PS com a descida da taxa de desemprego, considerando estranho que os socialistas parecerem ficar alegres apenas quando há más notícias.

"Cada vez mais se confirma que há aqui um padrão: cada vez que o desemprego desce e o emprego sobe, o PS fica agastado, fica zangado, fica irritado", afirmou a vice-presidente da bancada do CDS-PP Cecília Meireles, em declarações à Lusa.

Considerando que "não deixa de ser estranho que um partido como o PS pareça ficar alegre quando há más notícias e fique irritado quando há boas notícias e notícias que são sobretudo um sinal de esperança", Cecília Meireles referiu que os socialistas estiveram um mês a dizer que o desemprego ia subir utilizando dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) que sabia que eram provisórios.

Agora, continuou, quando se verificou que afinal isso não tinha acontecido, "o PS, ao invés de vir pedir desculpas aos portugueses por ter utilizado dados que sabiam que eram provisórios", mostra-se "agastado, irritado e ainda acusa terceiros de utilização política dos números".

Questionada sobre as críticas do PS de que PSD e CDS-PP estão a "ignorar" as centenas de milhares de desempregados que não constam das estatísticas, nomeadamente os portugueses que frequentam programas ocupacionais e os que já desistiram de procurar emprego, Cecília Meireles argumentou que os critérios do INE não mudaram.

"Se serviam para o PS quando o desemprego estava a subir, agora também servem, porque são exatamente os mesmos", disse.

  • Criticando o facto de o PSD ter voltado “a vangloriar-se de uma taxa oficial de desemprego que já é de si elevada”, os socialistas insistem na acusação de que os sociais-democratas estão “a ignorar” as centenas de milhar de desempregados que não constam das estatísticas

  • Número de desempregados está abaixo do que era quando o Governo tomou posse. Já era assim em maio... mas só se soube agora