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Marcelo defende que Passos não devia fazer comentários públicos sobre a Caixa

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No seu comentário na TVI este domingo, Marcelo Rebelo de Sousa lembra que quem escolheu a administração da Caixa foi o Governo. O comentador olha ainda para as listas dos vários partidos e para o programa eleitoral da coligação

Marcelo Rebelo de Sousa defendeu este domingo durante o habitual comentário na TVI que o primeiro-ministro não devia fazer comentários públicos sobre a administração da Caixa Geral de Depósitos. “Quem escolheu esta administração foi o atual Governo."

O comentador sublinhou que Passos Coelho “tem meios para mudar a administração da Caixa” e que, portanto, “não fica bem” andar a fazer comentários, mesmo que até possa ter razão. “Estamos a brincar com o fogo”, acrescenta, considerando que a CGD “tem uma dimensão muito importante”.

Marcelo fez ainda referência à situação do Montepio. “Surgiu agora alguma especulação se haveria ou não algumas situações irregulares na gestão. É muito preocupante e há que lidar com muito cuidado.” O comentador realçou o facto de ultimamente o sistema financeiro em Portugal ter vindo a passar por uma “situação explosiva”, pelo que a última coisa que se desejaria era “que houvesse agora uma preocupação, uma perturbação ou uma dúvida sobre a situação do Montepio”.

Sobre as listas eleitorais dos partidos, o ex-líder do PSD começou por elogiar as listas do PCP, notando, porém, não ter havido um “esforço de renovação”. “É um grupo parlamentar bom, não havia razão para alterar”, acrescentou. Na sua opinião, as listas do Bloco de Esquerda são “boas” e as do Livre e do PDR são “fortes”.

Nas listas do PS vê “renovação” e nas do PSD tem uma “objeção”: “há governantes a mais”. Se no PSD vê “as listas do aparelho”, no CDS vê “as listas de Paulo Portas”. O que fica “patente”, na sua opinião, é que “os líderes estão a segurar os grupos parlamentares”.

Já quanto ao programa eleitoral da coligação, Marcelo Rebelo de Sousa destaca um “equilíbrio entre quatro coisas”. Em primeiro lugar, a necessidade de respeitar o programa mandado para Bruxelas. Em segundo, “dar o aspeto social” e, em terceiro, haver “menos Estado e mais inicativa privada”.

Em último lugar, fica a ideia de que “é preciso haver acordos de regime em matérias como a Segurança Social”. “Dizemos que temos de ter um acordo com o PS, mas que queremos privatizar uma parte da Segurança Social. É um equilíbrio difícil.” Já a ideia de colocar Portugal entre as 10 economias mais competitivas do mundo, “é muito difícil de concretizar, é uma promessa, uma ambição”.

Sobre o caminho para as eleições, Marcelo diz que Passos “apostou muito em julho”, enquanto Costa “está a apostar em setembro”. “Passos não tem nada a perder em termos de ir mais longe do que aquilo que foi. Costa tem tudo a perder se vai longe de mais daquilo que promete.”