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Marques Mendes. Listas da coligação “têm governantes a mais e sociedade a menos”

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Marques Mendes comenta a atualidade política no Jornal da Noite da SIC

D.R.

O comentador vê “demasiados” governantes nas listas, mas acha que o programa eleitoral da coligação “saiu um bocadinho melhor do que se esperava”. Sobre os dados do desemprego e as críticas ao INE, defende que o Instituto deveria dar uma explicação mas lembra que foi o Governo que o nomeou

No seu habitual comentário na SIC, este sábado, Luís Marques Mendes teceu elogios às listas da coligação, apresentadas esta semana, mas apontou uma crítica. “Têm governantes a mais e sociedade a menos.”

O ex-líder do PSD sublinhou como positivo o facto de terem “um elevado número” de mulheres como cabeças de lista, assim como “um significativo número” de independentes. Elogiou ainda a presença de “muitos jovens”, considerando que as listas tem “uma participação da juventude muito relevante”.

Como principal ponto negativo, Marques Mendes aponta a presença de “demasiados” governantes do PSD e CDS. “Gostava de ver mais pessoas de caráter social, da intervenção social”, dando o exemplo das Misericórdias, Cáritas, Banco Alimentar e das IPSS, de maneira a dar uma “imagem de coerência com o programa de abertura ao social”. “Foi talvez a oportunidade perdida nestas listas.”

Questionado sobre o programa eleitoral da coligação, o comentador afirmou que “uma das fragilidades” será o facto de não apresentar “praticamente números nenhuns”. Defende, porém, que os programas eleitorais têm pouco peso na decisão de voto: “As pessoas não votam muito em programas, praticamente ninguém os lê. Votam num partido e num candidato a primeiro-ministro.”

Marques Mendes acha que o programa “saiu um bocadinho melhor do que se esperava”, confessando que as expectativas eram “baixas”. E apesar de não ser “ousado nem muito trabalhado”, vê-o como “o documento mais social-democrata e mais democrata-cristão que o PSD e o CDS produziram ao longo destes em quatro anos”.

No domínio da Segurança Social, defende que esse é um assunto sobre o qual a coligação e o PS “vão ter de se entender”. “Está acima da politiquice.”

O comentador fez ainda referência aos números do desemprego, revistos esta semana pelo INE, defendendo que o Instituto “deveria dar uma explicação”. Já sobre o “incómodo” do Governo quanto ao instituto estatístico, Marques Mendes lembra que, também neste caso, “quem nomeou o INE foi o Governo”. “Se tem razões de queixa, tem de ter cuidado nas escolhas que faz, porque não fica bem estar a criticar aqueles que nomeia.