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Portas lança as novas estrelas do CDS

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José Coelho / Lusa

Listas de candidatos a deputados aprovadas esta quinta-feira inclui quatro rostos novos. Entre eles, Vânia Dias da Silva, sub-secretária de Estado de Portas, e Mariana Ribeiro Ferreira, ex-presidente do Instituto de Segurança Social

Filipe Santos Costa

Filipe Santos Costa

Jornalista da secção Política

Mariana Ribeiro Ferreira, ex-presidente do Instituto de Segurança Social, Vânia Dias da Silva, atual subsecretária de Estado-adjunta de Paulo Portas, Francisco Mendes da Silva, fiscalista e comentador político no Canal Q, e Ana Rita Bessa, economista e atual quadro do grupo Leya - são os quatro nomes novos que Paulo Portas leva esta quinta-feira ao Conselho Nacional do CDS que aprova as listas de candidatos a deputados.

Todos à volta dos 40 anos (Francisco Mendes da Silva é o mais jovem, com 35 anos), já faziam parte dos órgãos nacionais de direção do CDS, mas serão novidade no Parlamento, onde deverão ter entrada garantida - ao que o Expresso apurou, irão todos em lugar elegível.

Os círculos e lugares de cada um ainda estavam a ser fechados ao final da tarde, no conjunto dos arranjos de última hora das listas, que implicam sempre alguma tensão na sede do partido. Paulo Portas deverá ainda convidar um elemento do Movimento Alternativa e Responsabilidade (crítico da atual direção) para um lugar elegível, sendo provável que o escolhido seja Filipe Anacoreta Correia.

As confirmações

Por outro lado, é certo que boa parte dos principais protagonistas do CDS vai voltar a candidatar-se a São Bento. Paulo Portas é nº2 por Lisboa, e em Aveiro, que tem sido o seu círculo habitual, avança João Almeida. Pedro Mota Soares concorre pelo Porto, onde também está garantida Cecília Meireles, e Assunção Cristas volta a apresentar-se por Leiria.

Teresa Caeiro deverá deixar o distrito de Lisboa, mas será candidata noutro círculo, em posição elegível. Nuno Magalhães mantém-se em Setúbal e Telmo Correia em Braga. Deputados como Helder Amaral, Filipe Lobo d'Ávila, Abel Batista ou João Rebelo devem igualmente manter-se nas listas.

A saída de Adolfo... e as outras

Quanto a saídas, é garantido que Adolfo Mesquita Nunes, atual secretário de Estado do Turismo, que há quatro anos foi eleito por Lisboa, não voltará a ser candidato. Por decisão sua, por não querer fazer da política profissão. "Assumir o compromisso de quatro anos de parlamento seria assumir um compromisso profissional com a política que eu nunca procurei", diz Mesquita Nunes numa entrevista que o Expresso publica este sábado.

É o único governante indicado pelo CDS que foi candidato em 2011 e agora quis sair das listas. Mas não é o único que não quis entrar. Diversos dirigentes do CDS que estão no Governo optaram por se afastar a partir de outubro, a começar pelo ministro da Economia, António Pires de Lima, que sempre disse que voltará à sua carreira de gestor depois das eleições.

Mas há mais casos: Paulo Núncio (Assuntos Fiscais), João Casanova Almeida (Educação) e Miguel Morais Leitão (secretário de Estado-adjunto de Portas) também não irão a votos.