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“A nossa proposta pode parecer-vos modesta: vamos recuperar os nossos rendimentos nos próximos 4 anos”

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PAULO CUNHA / Lusa

Para Passos, é muito simples: o que o PS propõe é o que resultou num país que teve de chamar a troika; o que a coligação propõe é investimento e devolução do que foi cortado - “prudência e segurança”, diz

O presidente do PSD, Pedro Passos Coelho, disse esta segunda-feira que os portugueses vão recuperar os seus rendimentos nos próximos quatro anos e que aquilo que o PS propõe é um regresso ao caminho que levou à troika.

"Está nas nossas mãos evitar voltar a passar pelo mesmo. E voltar a passar pelo mesmo é aquilo que nos propõem nesta altura os dirigentes do Partido Socialista. Do nosso lado, a proposta pode parecer-vos modesta, mas garanto-vos que é prudente e é segura. Vamos recuperar os nossos rendimentos nos próximos quatro anos. Este ano, já não há cortes nenhuns nas pensões [inferiores a 4.600 euros]", afirmou.

Passos Coelho, que falava nos Açores, num almoço com militantes e simpatizantes do PSD, sublinhou que o Governo que lidera já iniciou "o caminho de recuperar o rendimento dos funcionários públicos".

"Vamos, em 2016, devolver uma parte da sobretaxa do IRS. Estou convencido de que isso será possível. Mas vamos também, logo nos descontos que são feitos no final do mês, na retenção na fonte, acabar com uma parte da sobretaxa. E em quatro anos, essa sobretaxa vai desaparecer. Mas, sobretudo, vamos apostar no investimento. Sem esse investimento, nós não conseguiremos crescer sustentadamente nos próximos anos", acrescentou.

Para o líder do PSD, nas eleições de 4 de outubro a escolha é entre "dois modelos de crescimento radicalmente diferentes" e o que propõe o PS é o mesmo que levou Portugal, em 2011, a ter de chamar a 'troika'.

"É preciso ter consciência de que os socialistas hoje, infelizmente, não aprenderam, ou mostram não ter aprendido nada com o que nos trouxe à crise em 2011", afirmou, dizendo que para haver "emprego sustentável" não se pode "apenas olhar para o curto prazo", como fez o PS em 2009, quando baixou impostos e aumentou salários aos funcionários públicos.