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As “novidades” de Marques Mendes sobre o PSD

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Marques Mendes comenta a atualidade política no Jornal da Noite da SIC

D.R.

Ex-líder do PSD revelou que a coligação vai antecipar a divulgação dos cabeças de lista para as legislativas

O PSD vai apresentar os cabeças de lista para as eleições legislativas na segunda-feira, revelou esta noite Marques Mendes, no seu habitual espaço de comentário na SIC.

O ex-líder do PSD diz que as “novidades” que conseguiu apurar apontam para Passos Coelho como número um em Lisboa e Paulo Portas como número dois. Para além disso, a coligação vai apresentar sete mulheres como cabeças de lista, “um recorde”, diz Marques Mendes, acrescentando que três dos cabeças de lista escolhidos são independentes.

Ainda sobre as legislativas, Marques Mendes disse ter entendido a escolha de Cavaco Silva por 4 de outubro, ainda que PS, PSD e CDS preferissem 27 de setembro. Uma data que não era inocente, explicou. “Os partidos pediram o dia 27 ao Presidente da República porque nessa semana está prevista a divulgação de estatísticas, como a evolução da dívida pública e a taxa de desemprego. Ou seja, tiveram medo dos números”.

“O discurso do presidente foi coerente e responsável, porque o país precisa de facto de um Governo de maioria, os outros não conseguem resolver os problemas”, disse.

O comentador também reservou elogios para Passos Coelho e Paulo Portas, numa semana de “overdose de entrevistas”, em que os responsáveis pelo Executivo estiveram “muito bem”, ainda que lhes tenha faltado “falar mais do futuro”, considerou.

A outra entrevista da semana foi a de Rui Rio, sobre quem Marques Mendes diz ser “clarinho, clarinho” que vai ser candidato a Presidente da República. Contudo, o comentador adverte o ex-presidente da Câmara do Porto relativamente ao anúncio da sua candidatura, que diz que pode estar marcado para setembro, data demasiado próxima das legislativas, diz.

Marques Mendes também falou sobre o caso BES, cujos contornos não favorecem a justiça, explica. “Tenho duas dúvidas: primeiro, por que é que se demorou um ano a constituir arguidos num processo desta natureza? É muito difícil perceber. O Ministério Público deveria dar uma explicação. Sobre isso e sobre não ter sido aplicada a pulseira eletrónica”, considerou.