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Salgado está a ser ouvido pelo juiz Carlos Alexandre

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Notícia foi avançada pela revista “Sábado” e entretanto confirmada pela Procuradoria-Geral da República. Ex-presidente executivo do BES é ouvido precisamente um ano depois de ter sido detido

O ex-presidente do Banco Espírito Santo (BES), Ricardo Salgado, está a ser ouvido no Tribunal Central de Instrução Criminal, em Lisboa, relativamente ao processo do banco que liderou, confirmou à Lusa fonte da Procuradoria Geral da República - a notícia foi avançada inicialmente pela revista "Sábado".

A PGR acrescenta ainda que Ricardo Salgado está a ser ouvido "no âmbito das investigações do denominado 'Universo Espírito Santo'".

A informação tinha sido avançada pela "Sábado", que acrescenta que Ricardo Salgado começou a ser ouvido pelas 9h30 na qualidade de arguido. De acordo com a informação publicada pela revista, o ex-presidente executivo do Banco Espírito Santo fez-se acompanhar por dois advogados, entre os quais Francisco Proença de Carvalho.

Faz esta sexta-feira precisamente um ano que o ex-presidente do BES foi detido, podendo ter solicitado agora a revisão das medidas de coação (a proibição de sair do país e de ter contacto com pessoas relacionadas com o processo). Entre as várias acusações que Ricardo Salgado enfrenta a mais grave é a prática de atos dolosos de gestão ruinosa.

Durante a comissão de inquérito ao BES e ao GES, o ex-líder do banco garantiu que não deu instruções a ninguém para ocultar o passivo da ESI e que só teve conhecimento da situação em novembro de 2013, após uma auditoria. Mas como o Expresso já tinha avançado, o Banco de Portugal tem provas de que o banqueiro solicitou que a contabilidade da Espírito Santo International (ESI) fosse alterada.

Sabe-se também que a defesa de Salgado contará com 27 testemunhas, entre empresários, ex-dirigentes do BES e outras pessoas que lhe são próximas.

No dia 24 de julho de 2014, Ricardo Salgado foi detido na sua casa em Cascais, perto da Boca do Inferno. Na altura, a Procuradoria-Geral da República anunciou que a detenção se inseria no âmbito do processo Monte Branco.

Saiu em liberdade após o pagamento de €3 milhões.