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Política

PCP diz que a estabilidade tem levado à desestalização

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O Partido Comunista Português criticou a ideia, defendida pelo Presidente da República, da necessidade da obtenção de uma maioria absoluta nas legislativas de outubro

O líder parlamentar do PCP, João Oliveira, defendeu esta quinta-feira que em cima da mesa, nas legislativas de 4 outubro, não devem estar preocupações quanto à formação de maiorias absolutas porque a estabilidade política significou desestabilização da vida dos portugueses.

O Presidente da República, que marcou as eleições legislativas para 4 de outubro, considerou “desejável” que o próximo Governo disponha de apoio “maioritário e consistente” na Assembleia da República e seja “sólido, estável e douradouro” para prosseguir uma política que traga mais riqueza e mais justiça social.

Numa reação à declaração desta noite do Presidente da República, João Oliveira disse: “Os portugueses têm os exemplos das maiorias absolutas do primeiro-ministro Cavaco Silva, do primeiro-ministro José Sócrates, desta maioria absoluta de Passos Coelho e Paulo Portas, e sabem que a estabilidade política, em todas essas circunstâncias, significou a desestabilização das suas vidas, a desestabilização e inquietação das suas condições de vida”.

O líder comunista vincou também que “aquilo que está em cima da mesa não devem ser as preocupações relativamente à formação de maiorias absolutas, devem ser as preocupações relativamente ao caminho que os portugueses querem, não só para o seu país, mas para as suas vidas e a opção que têm de dar força a quem defende os seus direitos, e dar força a quem defende o seu futuro e as suas condições de vida”.

João Oliveira sublinhou que nas próximas eleições legislativas, os portugueses terão opção de escolher entre aquilo que querem penalizar e aquilo a que querem dar força" e não devem estar "preocupados com a formação de maiorias na Assembleia da República, ou com eventuais maiorias absolutas que sirvam apenas para perpetuar a mesma política que PS, PSD e CDS têm vindo a fazer".

O líder parlamentar do PCP afirmou ainda que “os portugueses têm a possibilidade de penalizar quem tem afundado o país e atacado os seus direitos e as suas condições de vida, ou dar força àquela que é a alternativa que o PCP e a CDU protagonizam de recuperação de direitos, de recuperação das condições de vida, de rutura com este caminho de afundamento do país”.