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Passos recupera o “que se lixem as eleições”: “Não troco prudência por resultados eleitorais”

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MIGUEL A. LOPES/LUSA

Dirigindo-se aos deputados sociais-democratas, o primeiro-ministro fez um balanço positivo dos seus últimos quatro anos de trabalho, garantindo que hoje é possível “olhar o futuro com mais confiança”

Pedro Passos Coelho, garantiu esta terça-feira não trocar “a prudência e confiança” adotadas nos últimos quatro anos de Governo por resultados eleitorais. O primeiro-ministro dirigia-se ao grupo parlamentar do PSD, cuja intervenção elogiou, afirmando que “sem ela não teria sido possível concretizar um trabalho que parecia quase impossível de cumprir”.

Recordando a expressão por si usada anteriormente - “que se lixem as eleições se for preciso salvar o país” - Passos Coelho sublinhou que “as escolhas dos portugueses são decisivas, mas só serão consequentes se soubermos que o caminho que estamos a seguir é para valer”.

Recordou ainda os termos difíceis do programa acordado com a troika, destacando o “esforço colossal” desenvolvido e que permitiu, acrescentou, “que hoje se olhe o futuro com mais confiança”.

Citando o primeiro relatório de avaliação da troika, o primeiro-ministro lembrou: “Partimos de um desvio do PIB de 2 mil milhões de euros" e “conseguimos cumprir", “ganhando credibilidade e reduzindo o drama da incerteza em relação ao futuro”.

Deixando críticas à oposição e a quem tem "nostalgia de discutir tudo, como se tivesse razão nos quatro anos em que a perdeu”, Passos Coelho mostrou-se convicto de que o trabalho desenvolvido pela bancada parlamentar social-democrata ao longo da última legislatura ficará na história “por muito boas razões”.

“A melhor de todas é porque estes quatro anos poderão permitir, se os portugueses assim entenderem, seguir um caminho sério” rumo a uma “nação mais justa, com menos desigualdades”, acrescentou, que continue a crescer e a desenvolver-se, em vez de ter de se concentrar “na correção dos problemas do passado”.

A terminar, Passos Coelho desejou a todos “umas boas férias”, que permitam “encontrar alguma força para a campanha que se avizinha”.