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Maria de Belém não comenta apoios para Presidenciais

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... tal como Maria de Belém, Presidente do Partido Socialista

A ex-presidente do PS Maria de Belém Roseira recusou-se a comentar o incentivo que recebeu do eurodeputado socialista Francisco Assis para se candidatar à Presidência da República, alegando que a sua prioridade são as eleições legislativas

Maria de Belém Roseira, ex-ministra dos governos de António Guterres e que será primeira suplente da lista de candidatos a deputados do PS pelo círculo de Lisboa, falava aos jornalistas no final da sessão de apresentação dos candidatos socialistas às próximas eleições legislativas no Salão Nobre da Reitoria da Universidade de Lisboa.

Confrontada com os elogios que recebeu de Francisco Assis, em declarações ao jornal digital "Observador", que a considerou uma boa candidata presidencial para cobrir a área do centro-esquerda político, Maria de Belém disse que não ouviu essas palavras.

"Vim de Coimbra e estou aqui agora. Não ouvi nada. Este é o tempo das eleições legislativas, como sempre disse", declarou, como já tinha declarado ao Expresso, recusando-se a fazer mais comentários. Ao Expresso, reforçou que está "serenamente" a fazer o seu trabalho, enquanto "há cada vez mais gente" a abordá-la para ser candidata.

A sessão de apresentação dos cabeças de lista socialistas às eleições legislativas começou com uma fotografia de família, da qual estiveram ausentes os "números um" pelos Açores, Carlos César, por se encontrar de férias, e da Madeira, neste caso por não estar ainda escolhido, depois de o nome de Bernardo Trindade ter sido contestado pela estrutura política do PS da Região Autónoma.

O primeiro discurso da sessão coube à cabeça de lista por Setúbal, Ana Catarina Mendes, que salientou a eleição de António Costa como candidato socialista a primeiro-ministro nas eleições primárias do PS de setembro passado.

"António Costa não foi escolhido por um diretório partidário. É o candidato a primeiro-ministro com a maior legitimidade de sempre na história da democracia portuguesa", defendeu a líder da Federação de Setúbal do PS, numa intervenção em que considerou Nuno Crato "o pior ministro da Educação desde o 25 de Abril de 1974".

Antes do discurso final de António Costa, o cabeça de lista do PS pelo Porto, o físico e professor catedrático Alexandre Quintanilha, disse que recebeu com "susto" o convite para passar para a primeira linha da vida política.

Depois de consultar amigos, disse que aceitou o convite formulado pelo secretário-geral do PS e apontou alguns dos motivos: "Tenho 24 anos de presença em Portugal, mas nos últimos três anos começaram as dúvidas de jovens, ou de avós e de pais de jovens se vale realmente a pena investir na educação e no conhecimento".

"A confiança no futuro deste país está a cair dramaticamente", declarou Alexandre Quintanilha.