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Costa considera “grave” que Governo esteja a “brincar com números” do emprego

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Nuno Botelho

O líder socialista lamenta que o Executivo de Passos Coelho continue a “enganar os portugueses”. E garante que terá como prioridade o emprego

António Costa acusou este sábado o Governo de “brincar com os números” do emprego, considerando que é grave “enganar” os portugueses com as estatísticas.

“Nós temos chamado a atenção para este problema.Vivemos nos últimos anos a maior destruição de postos de trabalho que tivemos há muito tempo, foram 320 mil postos de trabalho que se perderam, e não podemos deixar de ter em conta que o desemprego mais do que estatística são pessoas em concreto que perderam os seus postos de trabalho”, afirmou o secretário-geral do PS, à margem da Feira das Atividades Culturais e Económicas do Concelho de Odemira.

Para António Costa, o facto de o país registar a maior vaga de emigração desde a década de 60 e da maioria dos empregos serem “precários” são a prova de que os argumentos do Governo estão errados. "Sobretudo têm sido anos de uma precarização absoluta das relações de trabalho", diz perentório.

E lamenta que o Executivo de Passos Coelho não tenha aprendido com os erros do passado. "A forma como o primeiro-ministro procura sistematicamente brincar com os números e enganar as pessoas demonstra bem onde começa a falta de confiança”, acrescentou.

O líder socialista reitera que é tempo de “pôr fim a esta política de fracasso” que foi “mais além” das exigências da troika, garantindo que caso seja eleito primeiro-ministro dará prioridade à política do emprego e à criação de condições para as empresas investirem.

Confrontado com o recuo do Syriza quanto às suas promessas eleitorais, António Costa sublinhou que o Executivo grego preparou um programa económico de “rutura com a zona euro”, assegurando que as propostas socialistas respeitam as regras da moeda única.

“As propostas que fazemos passam pelo pressuposto de que as regras se mantêm. Se mudarem, como desejamos, teremos mais folga. Prefiro prometer menos e fazer mais do que prometer mais e fazer menos”, concluiu.