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Costa acusa Passos de ter um vício: julgar que “é possível enganar toda a gente o tempo todo”

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Nuno Botelho

Tudo “começou há quatro anos” quando Passos Coelho ganhou as eleições “prometendo que não cortava as pensões e que não cortava os salários, que depois cortou”

O secretário-geral do PS voltou esta noite, em Gondomar, a atacar Passos Coelho, afirmando que "a ideia de que é sempre possível enganar toda a gente o tempo todo parece ter-se tornado um vício para o primeiro-ministro".

António Costa disse que tudo "começou há quatro anos", quando Passos Coelho ganhou as eleições "prometendo que não cortava as pensões e que não cortava os salários, que depois cortou".

"Prometeu não subir os impostos e depois subiu. Continua-nos a enganar, dizendo que fez uma boa gestão das finanças públicas, e a dívida que recebeu, em vez de ter diminuído, em vez, ao menos, de se ter mantido, não para de aumentar, e é assim que é a gestão do atual primeiro-ministro", continuou.

O líder socialista falava num jantar-comício que, segundo fonte da sua campanha, juntou cerca de 900 militantes e simpatizantes socialistas no Pavilhão Multiusos de Gondomar. O jantar encerrou uma visita de trabalho de dois dias pelo distrito do Porto e António Costa aproveitou-o, nomeadamente, para falar em confiança, palavra dada e honra e, na sua perspetiva, demarcar-se assim de Passos Coelho.

"O que os portugueses hoje pedem é uma coisa muito simples: é um governo e um primeiro-ministro de confiança, é que pare o engano e que não continuemos esta trajetória que só nos levará a continuar os erros que têm sido cometidos", afirmou.

António Costa disse que "é tempo de mudar, de construir, de fazer e de confiança". O PS, considerou, tem como responsabilidade "devolver a confiança". "Foi por isso que seguimos uma estratégia que não foi andar de terra em terra a prometer tudo a todos. Não foi andar numa correria a fazer promessas, foi uma estratégia de ao longo de meses resistir à tentação de prometer isto e aquilo", prosseguiu.

Acrescentou que o partido fez o seu "trabalho de casa", aprovando uma "visão para a década" e fazendo contas, "para saber qual a margem orçamental" que tem e que compromisso pode "mesmo" assumir.

"Quando dizemos aos portugueses que vamos baixar o IVA da restauração, este é um compromisso que foi avaliado e que estamos em condições de poder honrar", tal como "eliminar a sobretaxa do IRSS e repor os vencimentos da função pública", assegurou. "Aquilo que dizemos aos portugueses não são promessas, são compromissos, é palavra que é dada e que será honrada", reforçou António Costa.

Para o líder socialista, "o mais difícil não vai ser a campanha nem ganhar as eleições, vai ser mesmo recuperar este país do estado em que a direita está deixar este país". "Não há voto que mereça quebrarmos aquilo que mais precioso cada um de nós tem, que é a sua credibilidade, a sua palavra, a sua honradez e é por isso que nossa campanha será uma campanha de confiança, para gerar confiança na nossa governação e levantar o país", concluiu António Costa.