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Política

Reformados já têm partido

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É o 23º partido legalizado em Portugal. O Tribunal Constitucional aprovou a criação do Partido Unidos dos Reformados e Pensionistas (PURP), que promete ir às próximas eleições legislativas “concorrendo em todos os círculos

António Mateus Dias não tem dúvidas que "é um grande dia para todos os reformados e pensionistas" a data em que o PURP recebeu luz verde para se constituir como partido. Reformado ele próprio, decidiu fundar o Partido Unido dos Reformados e Pensionistas em janeiro. Usou as redes sociais para juntar esforços e não tem dúvidas que "o partido está pronto para disputar eleições em todos os círculos eleitorais".

As legislativas são a meta deste novo partido que fala em nome dos quatro milhões de reformados e pensionistas do país e que, com eles, acha que pode mudar o cenário político. "Os reformados e pensionistas estão vivos e recomendam-se para as próximas lutas", diz António Mateus Dias num primeiro comentário à criação do partido. Mais uma vez, foram as redes sociais a principal forma de comunicação - tanto interna, como externa - do PURP. O anúncio da luz verde do TC foi dado através da página do Facebook e gerou logo centenas de comentários de apoio.

"Acabou um ciclo de desrespeito", garante o porta-voz e fundador do PURP, que avisa os militantes para o trabalho político que se segue. "Agora sim vai começar o maior desafio das nossa vidas. Queremos saber porque nos castigaram com impostos, vai ser esta a nossa maior batalha", diz Mateus Dias.

As críticas à austeridade imposta aos pensionistas são a cola que une os militantes do PURP. Mas há outras bandeiras: a luta contra a corrupção e o clientelismo, os vícios do atual sistema político-partidário, a defesa da democracia participativa. A ideia de criar um "partido diferente" mantém-se como lema e, talvez por isso mesmo, há avisos prévios feitos à navegação.

A comissão de fundadores do PURP faz questão de esclarecer, "para que não restem quaisquer duvidas, que o partido não fará acordos ou coligações com os partidos existentes, concorrentes às eleições legislativas de 2015". Irá sozinho. "E com vontade de ganhar", acrescenta Mateus Dias.