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Costa: “O engano é uma espécie de vício” para Passos

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FOTO OCTÁVIO PASSOS

“Passos Coelho e Paulo Portas falharam no emprego, investimento, financiamento da economia e até naquilo em que se mostram campeões - a gestão das finanças públicas”

António Costa acusa Passos Coelho de não assumir os erros da sua governação e de não aprender com as lições do passado, reafirmando que o PS é uma alternativa de "confiança" para o país.

"O primeiro-ministro não só não se consegue desembrulhar das mentiras que contou há quatro anos, como não é capaz de assumir os erros da sua governação", afirmou esta quarta-feira manhã o secretário-geral do PS, em Baião.

Ainda sobre a entrevista que Passos Coelho deu terça-feira à noite à SIC, Costa considerou que as declarações do primeiro-ministro evidenciam que não tem noção da realidade. "O primeiro-ministro disse que ouviu muitas vezes dizer que as pessoas perderam o emprego por problemas no trabalho. Mas não, as pessoas perderam o emprego por políticas deste Governo. (...) Para o primeiro-ministro, o engano é uma espécie de vício."

Prometendo uma alternativa de "confiança" caso seja eleito líder do próximo Governo, António Costa assegurou que não está a assumir promessas, mas compromissos: "Quando assumimos compromissos devemos fazer as contas para saber com o que nos podemos comprometer", comentou em jeito de crítica à declaração de Passos, que disse que as promessas eleitorais que não foram cumpridas resultaram de contas mal feitas pelo Governo de Sócrates a propósito do memorando da troika.

"Passos Coelho e Paulo Portas falharam no emprego, investimento, financiamento da economia e até naquilo em que se mostram campeões - a gestão das finanças públicas -, com a dívida sempre a falhar. É altura de o primeiro-ministro perceber o que todos já percebemos, que o seu Executivo está esgotado."

  • Passos: “A senhora jornalista acha garantido que o PS vai ganhar?”

    “Vamos ver o que a campanha dá.” Na última entrevista antes das férias, Passos Coelho afirmou na SIC “não estar à espera de cortar mais pensões”. E diz que traiu algumas promessas porque o memorando que herdou do PS era incumprível”. Acha o programa de Costa “irrealista e arriscado”. E até outubro não perde “um segundo com as presidenciais”