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Sondagem: maioria diz que Sócrates é preso político e que o PS pode ser prejudicado

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Sócrates sobre Costa: “Não esperem de mim, em período pré-eleitoral, qualquer palavra que possa prejudicar a liderança do PS”

Sondagem da Eurosondagem para o Expresso e a SIC coloca um conjunto de questões sobre o caso Sócrates e os seus efeitos na política nacional e no PS. As respostas são curiosas

Martim Silva

Martim Silva

Diretor-Executivo

Na entrevista esta quinta-feira à TVI, quando perguntado por Judite de Sousa sobre se tenciona voltar a visitar José Sócrates no estabelecimento prisional de Évora, onde Costa apenas foi uma vez, este respondeu de forma taxativa e seca que não tem prevista qualquer nova deslocação. Aqui, a maioria dos inquiridos defende que Costa faz bem em manter o discurso da separação entre a política e os assuntos da justiça.

Mas a resposta a este conjunto de perguntas traz outras inquietações. Como o facto de uma maioria considerar que o caso Sócrates pode vir influenciar o voto no PS. E, surpreendente ou não, o facto de quanto à pergunta sobre se Sócrates está preso por razões políticas, 35,8% considerar que sim e 31,3% achar que não.

FICHA TÉCNICA   

Estudo de opinião efetuado pela Eurosondagem S.A. para o Expresso e SIC, de 2 a 7 de julho de 2015. Entrevistas telefónicas realizadas por entrevistadores selecionados e supervisionados. O universo é a população com 18 anos ou mais, residente em Portugal Continental e habitando lares com telefone da rede fixa. A amostra foi estratificada por região: Norte (19,9%); A.M. do Porto (13,7%); Centro (29,3%); A.M. de Lisboa (27,3%) e Sul (9,8%), num total de 1025 entrevistas validadas. Foram efetuadas 1236 tentativas de entrevistas e, destas, 211 (17,1%) não aceitaram colaborar neste estudo. A escolha do lar foi aleatória nas listas telefónicas e entrevistado, em cada agregado familiar, o elemento que fez anos há menos tempo. Desta forma resultou, em termos de sexo: feminino — 51,7% e masculino — 48,3%, e, no que concerne à faixa etária, dos 18 aos 30 anos — 18%; dos 31 aos 59 — 49,8%; com 60 anos ou mais — 32,2%. O erro máximo da amostra é de 3,06%, para um grau de probabilidade de 95%. Um exemplar deste estudo de opinião está depositado na Entidade Reguladora para a Comunicação Social.