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Paulo Portas: “Há vida além do défice e a mudança somos nós”

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Marcos Borga

No fecho do debate do Estado da Nação, o vice-primeiro-ministro falou para a frente: “Temos ao alcance da mão uma legislatura bem diferente e é a maioria quem transporta a mudança”

Paulo Portas citou Jorge Sampaio mas não quebrou o gelo de um debate parlamentar ferocíssimo, digno da pré-campanha eleitoral que aí está. Nestes tempos, reconheceu Portas, ''o risco do espírito de fação não é pequeno''. Restou-lhe fazer o que pôde para pôr o eleitorado a olhar para a frente.

Depois de ter elogiado o Governo por, em ''tempos de excecionalidade, desafios inabituais e escolhas dificílimas'', ter conseguido evitar ''o pavor do que está a acontecer na Grécia'', o vice-primeiro-ministro tentou virar a página: ''Isto confirma tudo o que ainda bem que não fizemos'' e à maioria ''é devido o passaporte para tempos bens diferentes''.

''Há vida além do défice'', disse Portas citando Sampaio. E depois de ter governado em austeridade, a coligação de direita tenta ganhar o bilhete para a fase que se segue. 

''A mudança mudou de campo e hoje é a maioria que transporta a mudança'', afirmou o líder do CDS e nº2 de Passos no Governo, acenando às famílias com a garantia de que ''podem encarar o futuro de outra maneira". Com uma condição: não correr riscos. E o risco, segundo Portas, chama-se PS.

''O PS é o risco de regresso a um passado que não é nada avisado revisitar'', afirmou. E ''preservar os sinais de esperança'' da maioria ''é o mais prudente''.

A convicção de Portas é que ''os portugueses dão valor às etapas superadas''. É essa a questão central das próximas eleições.