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Socialistas europeus apelam a “acordo justo” com a Grécia

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Reunidos esta terça-feira em Bruxelas, grupo dos socialistas europeus pede um “acordo abrangente, justo e confiável” e apela aos gregos para apresentar novas propostas concretas

Luísa Meireles

Luísa Meireles

Redatora Principal

O grupo dos Socialistas e Democratas apelou esta terça-feira à retoma das negociações entre as instituições e a Grécia, com base nos compromissos já alcançados no fim de junho, pede ao Governo grego que apresente novas propostas concretas e pede à cimeira do euro que abra caminho para um acordo de empréstimo-ponte (transitório) com este país.

"Todos os verdeiros europeus devem estar comprometidos para evitar um cenário Grexit", diz o texto da declaração final do encontro, na mesma linha defendida ontem por António Costa. "O dano geopolítico, económico, social e financeiro de um "Grexit seria enorme e incontrolável, os líderes democráticos não poderiam justificá-lo aos seus eleitores", acrescenta-se.

A reunião dos socialistas precedeu a cimeira dos chefes de Estado e de Governo que começa este fim de tarde em Bruxelas, à qual apela a que "abra caminho para um acordo de empréstimo-ponte que permita à Grécia cumprir as suas obrigações de dívida nos próximos meses".

Os socialistas acreditam que há ainda suficiente "boa vontade de todos os lados" para ultrapassar o impasse político, sendo certo que, no seu entender, o "não" grego não exprime um não à Europa nem ao euro, mas "um apelo para condições mais razoáveis de relacionamento económico do país com o resto da zona euro".

Mas "a Grécia deve reconhecer e abordar muitas falhas estruturais na sua economia, da mesma forma como os parceiros europeus da Grécia devem reconhecer falhas na estrutura da união económica e monetária", diz ainda a declaração. 

Os socialistas elencam também os "ingredientes básicos" para um acordo, tais como um compromisso com um certo tipo de reformas, nomeadamente melhorias na cobrança de impostos e na administração pública, superavits fiscais primários moderados, que permitam o investimento, e uma solução para a "alta e insustentável dívida grega/PIB.

"A discussão sobre a redefinição do pagamento da dívida da Grécia já não pode ser evitada", escreve-se ainda na declaração.