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Passos diz que dívida grega não pode ser esquecida

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RAFAEL MARCHANTE / Reuters

Governo espera “solução equilibrada” mas avisa que é preciso que a Grécia pague os empréstimos “feitos em condições excecionais”. PSD coloca “dever de uma solução nas mãos do Governo grego”

Pedro Passos Coelho não deverá comentar os resultados do referendo antes da reunião desta segunda-feira entre Angela Merkel e François Hollande.

O primeiro-ministro abordou o assunto antes de se conhecerem os resultados da consulta popular, para dizer que quaisquer que fossem os resultados há países europeus “que emprestaram muito dinheiro” à Grécia e “aguardam que a Grécia possa resolver os seus problemas e dar conta dessas responsabilidades, pagando os empréstimos feitos em condições muito excecionais”.

Passos falou na Cidade da Praia, no âmbito da visita que efetua a Cabo Verde, e remeteu posições mais substantivas sobre o assunto para mais tarde. “Depois do que vier a ser a decisão das autoridades gregas, os credores internacionais e os países parceiros da União Europeia irão avaliar a situação, de modo a ver se se consegue encontrar uma solução”, afirmou o primeiro-ministro português.

Passos deixou uma palavra aos cidadãos gregos, “que depois de tantos sacrifícios talvez merecessem ter uma perspetiva de futuro menos sombria do que aquela que têm hoje”.

Na sede do PSD, Marco António Costa, nº2 de Passos no partido, já comentou o resultado do referendo e a vitória do "não", remetendo as responsabilidades do day after para o Governo do Syriza.

“O referendo coloca nas mãos do Governo grego o dever de encontrar uma solução para o impasse a que se chegou”, afirmou Marco António Costa, avisando que “este não é um tempo para exaltações mas sim para diálogo com realismo”. A direção do PSD reafirma “o seu compromisso com o projeto europeu”.