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Elisa Ferreira: “Europa está mais preocupada com o Syriza do que com a sra. Le Pen”

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Luís Barra

Assume que não é apoiante de Tsipras, que não vê nele os perigos que encontra nos nacionalismos de extrema-direita que estão a crescer na UE. E diz que Grécia deu uma lição: “É preciso mudar de receita”

Bernardo Ferrão

Bernardo Ferrão

Subdiretor da SIC

Referendo. Grécia. Estava em Estrasburgo quando atendeu o Expresso. Foi lá que Elisa Ferreira acompanhou as últimas horas do que está a acontecer na Grécia: “É um resultado que dignifica o povo grego. A Europa tem de perceber que a receita da austeridade nada resolve. É preciso mudar de receita”.

A socialista diz que agora é preciso esperar para ver qual vai ser a contrarresposta. Pede que a “Europa tenha a humildade e a inteligência para perceber o que se passou”. E que não caia numa “interpretação rude, básica e de revanchismo”. Se assim for, “a zona euro torna-se um projecto inviável”.

Elisa Ferreira acredita que, chegados aqui, tem de ser encontrado um acordo: “A solução técnica é totalmente possível, o problema é que não se quis encontrar uma solução política”. A Europa preferiu dar “lições de moral aos gregos com recados para o Podemos em Espanha e para todos os extremismos de esquerda”. Esquecendo a extrema-direita, que está a crescer: “Olhe-se para o que está acontecer na Hungria, em França, na Finlândia e até no Parlamento Europeu”, avisa Elisa Ferreira. “À medida que o projeto europeu vai falhando, as agendas nacionalistas de direita vão crescendo.” “O problema não é a Grécia nem Tsipras, que eu não apoio, o problema é a sra. Le Pen.”