Siga-nos

Perfil

Expresso

Política

A Grécia segundo Portas: “Há um radicalismo que não se importa de dar cabo de tudo”

  • 333

JOSÉ COELHO / LUSA

Numa homenagem ao congressista norte-americano de ascendência açoriana, Devin Nunes, Paulo Portas explicou a atual crise grega com o “radicalismo que não se importa de dar cabo de tudo, por razões ideológicas”

“Há um radicalismo que não se importa de dar cabo de tudo, por razões ideológicas”. Foi assim que o vice-primeiro ministro Paulo Portas explicou esta quinta-feira à noite a situação difícil por que passa a Grécia. Paulo Portas falava na ilha de nas Velas, São Jorge, Açores, durante uma homenagem ao congressista norte-americano, Devin Nunes.

“Fere a nossa sensibilidade ver aquelas imagens da classe média à frente de multibancos vazios e sem saber o que acontecerá às suas poupanças e às suas vidas. Lembra-nos o confisco que não há muitos anos aconteceu na Argentina e no Brasil”, recordou Portas, dirigindo-se ao político de ascendência açoriana que chegou mais alto na hierarquia do Estado americano.

E logo o parceiro da coligação PSD-CDS tratou de sossegar o homenageado, de férias nos Açores: “Estás em Portugal, Devin. Portugal é completamente diferente: fizemos um grande esforço e já terminamos o programa com a troika; não pedimos mais dinheiro nem mais tempo; evitamos um programa cautelar na saída; vamos ter um défice inferior a três por cento e ficamos livres de sanções; antecipamos o pagamento total do empréstimo do FMI, porque conseguimos juros mais em conta nos mercados; a economia está a crescer mais do que a média da zona euro e há confiança.”

“Portugal é uma grande nação”, rematou o vice-primeiro-ministro.