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Costa critica “imprudência” do governo grego

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André Kosters / Lusa

Líder socialista acusou o governo helénico de utilizar a União Europeia como “instrumento de campanha eleitoral” e defendeu que um acordo com os credores é absolutamente essencial  

Pouco depois de Alexis Tsipras ter vencido as eleições legislativas na Grécia, no passado dia 25 de janeiro, o líder socialista português defendia que a vitória do Syriza era um "sinal da mudança" que estava em curso na Europa. Mais de cinco meses depois, António Costa tece duras críticas ao Executivo helénico, não deixando também de criticar a atuação do governo português durante as negociações com a Grécia.

Para o secretário-geral do PS, a forma como o governo grego "utilizou a União Europeia como instrumento de campanha eleitoral e como unilateralmente resolveu proclamar a sua imposição de uma política a todos os outros foi de uma enorme imprudência".

Tal como já tinha defendido em outras ocasiões, António Costa assegurou na terça-feira, na iniciativa "Redação Aberta" do "Jornal de Negócios", que é absolutamente essencial que seja alcançado um acordo entre a Grécia e os credores, sendo que a crise grega teria inevitavelmente consequências para toda a zona euro. "Mais vale manter-nos em terra firme do que ir em aventuras. E a melhor forma de nos mantermos em terra firme é perceber que é essencial haver um acordo com a Grécia."

Costa voltou ainda a criticar a atuação do Executivo português nas reuniões do Eurogrupo sobre a Grécia. "A forma hostil como o Governo português se posicionou no quadro destas negociações foi um erro, porque , como sempre dissemos, a Grécia era um problema do conjunto da União Europeia e, portanto, exigia, por parte de Bruxelas e de todos os governos, uma atitude construtiva para encontrar uma solução de conjunto", indicou. 

A 19 de junho, o secretário-geral do PS já tinha criticado a postura do Governo de Passos Coelho relativamente à Grécia, apelando à necessidade de um acordo com a Grécia. "O Governo português fez mal em pôr obstáculos à existência de um acordo. O acordo é do interesse da Europa, é do interesse de todos e o acordo deve ser prosseguido", declarou António Costa durante uma conferência de imprensa com o líder do PSOE espanhol, Pedro Sánchez, na sede do PS, em Lisboa.