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Passos sobre a Grécia: “Ninguém pode dizer que está imune”

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Passos Coleho falou em Braga à margem da renovação da parceria entre a empresa Bosch e a Universidade do Minho

FOTO HUGO DELGADO / LUSA

Portugal, do ponto de vista do financiamento do Estado, tem condições para enfrentar uma eventual volatilidade dos mercados “durante vários meses”, salienta o chefe de Governo

O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, afirmou esta segunda-feira, em Braga, que "ninguém pode estar imune àquilo que possa vir a acontecer" na Grécia, mas sublinhou que Portugal "não será apanhado desprevenido".

"Ninguém pode dizer que está imune àquilo que possa vir a acontecer, mas reafirmo que, do ponto de vista financeiro, Portugal não é apanhado desprevenido nesta situação", referiu falando em Braga à margem da renovação da parceria entre a empresa Bosch e a Universidade do Minho.

Segundo Passos Coelho, Portugal, do ponto de vista do financiamento do Estado, tem condições para, "durante vários meses", enfrentar uma eventual volatilidade dos mercados.

Comparando com o que se passou em 2010 e 2011, Passos Coelho sublinhou que, nessa altura, Portugal "estava extremamente vulnerável", pelo que precisou de pedir ajuda externa, "num ambiente de grande restrição financeira".

"Hoje estamos melhor do que nesse período, não estamos tão vulneráveis", afirmou.

Em relação à Grécia, o primeiro-ministro defendeu que se deve "continuar a apostar em criar condições" para que se possa manter dentro do euro e encontrar soluções para os problemas que enfrenta.

"Tanto quanto possível, é importante politicamente a Europa manter uma grande aposta neste grande projeto comum. Não é um projeto 'à la carte', em que hoje um país hoje decide que fica e amanhã decide que sai", acrescentou.