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Cavaco: “Se a Grécia sair ficam 18”

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Luís Barra

“Gostaria que houvesse um entendimento. Acreditar é coisa diferente”, diz o Presidente da República

O Presidente da República espera que os "gregos acabem por regressar à mesa das negociações", considerando que isso será benéfico para a Europa e que um incidente financeiro grego não afetará significativamente o crescimento económico português.

"É meu convencimento de que o regresso à mesa das negociações será benéfico para a Europa no seu conjunto, também para Portugal e para a Irlanda, e será benéfico para a Grécia. Há muito tempo que pensava que, pela forma como os negociadores gregos estavam a atuar, as coisas iam acabar mal. Mas formulo votos para que a Grécia volte à mesa das negociações e continue a ser um país do euro em pleno direito", disse Cavaco esta segunda-feira, falando aos jornalistas em Paços de Ferreira, à margem da quinta jornada do roteiro para uma Economia Dinâmica.

Na opinião de Cavaco, "algum contágio ocorrerá a toda a zona do euro e não apenas a Portugal, mas neste momento a União Monetária tem instrumentos que permitem enfrentar um incidente financeiro grego muito melhor do que aquilo que aconteceria há dois anos". Acredita por isso que "o crescimento económico português não será significativamente afetado".

"Gostaria que houvesse um entendimento. Acreditar é coisa diferente", respondeu. E adiantou que a zona euro “irá sobreviver com a mesma força que teve no passado". "Eu penso que o euro não vai fracassar, é uma ilusão o que se diz. A zona do euro são 19 países, eu espero que a Grécia não saia, mas se sair ficam 18 países. Quanto a isso eu não tenho dúvidas, mas é bom não especular".

E concluiu: "Agora existem países que querem aderir à zona do euro. Ainda há pouco tempo, os países bálticos fizeram tudo para integrar a zona do euro e estão muito satisfeitos".