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Política

PSD-Madeira recusa coligação nas legislativas nacionais

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FOTO HOMEM DE GOUVEIA/Lusa

Lista ainda não está feita, mas não integra nenhum dos atuais deputados na Assembleia da República

Marta Caires

Jornalista

Apesar das pressões de Lisboa, os sociais-democratas madeirenses decidiram já que concorrem sozinhos nas legislativas nacionais. A lista ainda não está escolhida, sabe-se apenas que não será encabeçada por Miguel Albuquerque e que nenhum dos actuais deputados do PSD em São Bento estará entre os candidatos. 

Desde o início do mês e da visita de Passos Coelho à Região que o assunto pairava sobre a política madeirense. A resistência a uma coligação PSD/CDS não estaria nas direcções regionais e, num primeiro momento, a possibilidade terá sido colocada. O impacto que poderia ter nos militantes e no eleitorado terá sido decisivo. O exemplo das eleições europeias, onde a coligação se ficou pelos 30%, não ajudou a dissipar os receios.

Antes de convencer o eleitorado, os partidos teriam de cativar os militantes e colocá-los lado a lado na campanha eleitoral. O que parecia improvável dado os 38 anos em que o PSD esteve no poder e o CDS na oposição. Quase quatro décadas de luta política dura, sem qualquer tipo de diálogo, de acordo ou aproximação. As maiorias esmagadoras e o estilo de liderança do PSD não o permitiram. 

Uma coligação iria criar mais turbulência numa eleições que a estrutura regional do PSD sabe que serão complicadas. Após quatro anos de governação difícil e de programa de ajustamento económico financeiro imposto por Lisboa, não será fácil manter os quatro deputados que o PSD tem neste momento na Assembleia da República. 

Dos seis deputados do círculo eleitoral da Madeira, o PSD tem quatro e o CDS um. O sexto deputado é do PS que, apesar do péssimo resultado nas eleições regionais, tem um novo líder, Carlos Pereira, o que se poderá reflectir já nas legislativas nacionais. A nova liderança do PS quer capitalizar a proximidade com António Costa, que estará este fim de semana na Madeira e se encontrará na segunda-feira com Miguel Albuquerque, numa audiência na Quinta Vigia.

Os socialistas procuraram capitalizar votos, mostrando a disponibilidade de António Costa para as dificuldades da Madeira, a braços com uma dívida publica regional grande e necessidade urgente de receitas e espaço de manobra para pagar amortizações. 

Outro dado novo nas eleições nacionais é o Juntos Pelo Povo, que, alcançou o mesmo número de deputados e cuja base de apoio está nos descontentes do centro e do centro esquerda. Ou seja, nos desencantados do PSD, CDS e PS.