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Política

Assembleia da República abre inquérito interno sobre faixa colocada na varanda

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 Movimento "eu não me vendo", ligado ao partido Agir, já reclamou a autoria da iniciativa 

A Assembleia da República abriu um inquérito interno para esclarecer a colocação, por um grupo de ativistas, de uma faixa colocada na varanda do parlamento com a palavra "vendido".

De acordo com um vídeo colocado no site do movimento "eu nao me vendo", ligado ao partido Agir, a faixa foi colocada na manhã de segunda-feira e visa protestar contra as privatizações efetuadas ou em curso pelo Governo.

"O governo vendeu tudo o que podia, por tuta e meia. Prepara-se para entregar a Carris e o Metro, depois de vender a TAP por 10 milhões de euros. Uma companhia com mais de 60 aviões, alguns dos quais valem mais que 200 milhões de euros, cada um", lê-se no site do movimento.

Questionada pela agência Lusa, a secretaria-geral da Assembleia da República (AR) confirmou o incidente e anunciou que foi aberto um inquérito interno.

"Os Serviços de Segurança da AR, logo que tomaram conhecimento da situação, procederam à recolha da faixa e desencadearam um inquérito interno tendente a esclarecer o que se verificou", refere a resposta da secretaria-geral do parlamento.

A decisão foi criticada por Joana Amaral Dias, do Agir. "Este inquérito está entre um sketch dos Monty Python e os Gato Fedorente. A presidente da Assembleia, Assunção Esteves, sabe muito bem que foram os colegas do seu partido que venderam o parlamento", afirmou ao jornal "i".

Para os ativistas do movimento "Eu não me vendo", "tão grave quanto as negociatas, com escritórios amigos, para entregar todos os sectores estratégicos da economia, o executivo de Passos Coelho entregou a soberania nacional aos pés da chanceler alemã Merkel". 

"O parlamento português deixou de ter autoridade sobre o Orçamento do Estado. O BCE decide a política monetária. Berlim decide o nosso Orçamento. A nossa soberania foi vendida, os nossos serviços públicos destruídos, a nossa economia serve para salvar bancos", referem os ativistas, dizendo que "gente que não se vende tem de agir".