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Jerónimo de Sousa acusa Governo de ser responsável por surto de emigração "superior ao da década de 1960"

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TIAGO PETINGA/ LUSA

Os reflexos da crise no acesso dos portugueses à Saúde foi outro dos temas abordadospelo líder comunista no debate parlamentar

A Saúde e a emigração foram os temas escolhidos por Jerónimo de Sousa, esta sexta-feira, no debate parlamentar. O líder comunista responsabilizou o Governo pela saída do país, "em quatro anos", de "meio milhão de portugueses“, dados que representam "um surto de emigração superior ao da década de 1960", reforçou.

Passos Coelho, na resposta, concordou que "muitas famílias vivem ainda em situação dramática", mas negou que o reflexo da crise na vida dos portugueses tenha acontecido "na forma como a oposição diz”,

A título de exemplo, recordou que nos anos da crise se venderam mais medicamentos. “As pessoas de rendimentos mais baixos não foram afetadas por cortes nenhuns”, concluiu, afirmação que provocou uma ruidosa reação nas bancadas da oposição.

Quanto à emigração, Passos discordou que tenha havido mais emigração em Portugal do que em países que passaram também por crises económicas, casos da Irlanda e da Espanha.