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Costa. “As sondagens que contam são as das urnas”

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SOCIALISTAS Pedro Sanchez e António Costa, hoje, juntos em Lisboa

ALBERTO FRIAS

A sondagem da Católica que foi publicada esta sexta-feira no DN e JN e em que os partidos da maioria aparecem à frente dos socialistas levaram a que António Costa reagisse. Para desvalorizar. E Passos Coelho aproveitou o tema no Parlamento

O secretário-geral do PS desvalorizou esta sexta-feira a existência de uma primeira sondagem que coloca os socialistas atrás da coligação PSD/CDS e reafirmou o objetivo do seu partido de vencer as próximas eleições com maioria absoluta.

A posição de António Costa sobre a sondagem da Universidade Católica para a RTP, Antena 1, DN e JN foi transmitida em conferência de imprensa, depois de ter assinado dois documentos programáticos com o líder do PSOE, Pedro Sanchez.

"As sondagens que contam são as das urnas. Em relação às que têm saído, umas são melhores e outras piores e o que dizem é que temos de continuar a trabalhar, a fazer o que nos compete e a reforçar a confiança", respondeu o líder socialista português, já depois do seu homólogo espanhol ter transmitido a seguinte mensagem: "Tenho a certeza que António Costa será primeiro-ministro de Portugal".

A aparente vantagem dos partidos da coligação face aos socialistas a três meses das eleições foi usada esta sexta-feira, ainda que de forma indireta, por Passos Coelho no debate quinzenal com a oposição no Parlamento.

O primeiro-ministro afirmou que o PS não acertou na estratégia desde o início, julgando que Portugal falhava as suas "obrigações" e haveria uma "passadeira vermelha" para regressarem ao Governo, independentemente de o líder ser Seguro ou Costa. "O PS não acertou na estratégia que devia seguir desde o início, e isso não tem a ver com a sua liderança, tem a ver com o partido. Não era António José Seguro nem António Costa que fazia a diferença, eram, de facto, todos os senhores deputados e dirigentes do PS que escolheram uma estratégia socialista errada desde o princípio", disse Pedro Passos Coelho.

O chefe do executivo defendeu que os socialistas "apostaram em que Portugal falhasse as suas obrigações para que vislumbrasse a possibilidade de voltar ao Governo".

"Hoje que vê que não são ‘favas contadas' aquilo que julgava ser o mais natural do mundo, que era uma passadeira vermelha para regressarem ao Governo, agora criticam o Governo pelos bons resultados que o país atinge", argumentou Passos Coelho no debate quinzenal no parlamento.

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