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Política

BE acusa Governo de fazer "negociata" com estaleiros de Viana

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“Dizer que não houve corte nos rendimentos mais baixos é um insulto profundo à dignidade humana e eu não posso ficar calada”, disse Catarina Martins para o primeiro-ministro

TIAGO PETINGA / LUSA

“A melhor opção que poderia ser tomada, foi tomada por este Governo”, respondeu Passos, que recordou os prejuízos acumulados pela empresa

No debate parlamentar desta sexta-feira, a deputada Catarina Martins, do Bloco de Esquerda, começou por fazer um pedido de esclarecimento para falar dos cortes impostos pelo atual Executivo. E lembrou o corte no complemento solidário de idosos, o aumento do IVA da eletricidade, assim como os cortes nas rendas apoiadas e no subsídio de desemprego.

O Governo “prejudicou e muito as pessoas com mais baixos rendimentos”, afirmou Catarina Martins. “Dizer que não houve corte nos rendimentos mais baixos é um insulto profundo à dignidade humana e eu não posso ficar calada”, concluiu.

A deputada passou depois a outra questão, relacionada com os estaleiros navais de Viana do Castelo, acusando o Governo de ter feito “um boicote” e uma “negociata” nesta matéria. Em causa está uma encomenda de dois navios-patrulha, pedido que foi cancelado em 2012 e que agora acabou entregue, por ajuste direto, à empresa que ficou com a concessão dos Estaleiros.

Passos Coelho desmentiu a existência de qualquer "negociata". “A melhor opção que poderia ser tomada, foi tomada por este Governo”, disse o primeiro-ministro, recordando que a “atividade que era desenvolvida na empresa dava prejuízo”.

Passos citou ainda um estudo herdado do anterior Governo, que visava a reestruturação da empresa e implicava "o despedimento de 600 trabalhadores".

Sobre a TAP, outro dos temas abordados pela bancada do BE, Passos assegurou que “a dívida da TAP fica na companhia, não é transferida para o Estado”.