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Marinho e Pinto não descarta coligações à esquerda ou à direita. E até com o diabo

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António Pedro Ferreira

O advogado admite a possibilidade de fazer alianças com PSD/CDS ou com PS, mas garante que jamais irá "contra o programa com que for eleito”

“Faremos alianças até com o diabo se for conveniente para os interesses dos portugueses”, assegurou esta quarta-feira, em entrevista à RTP, António Marinho e Pinto, quando questionado sobre a possibilidade de uma coligação com o PSD-CDS ou com o Partido Socialista. Seja à direita ou à esquerda, tudo é possível, "mas jamais irei contra ao programa com que fui eleito” esclareceu o líder do Partido Democrático Republicano (PDR).

Para o antigo bastonário dos Advogados, o primeiro-ministro Passos Coelho é um “vende-pátria” e o atual líder dos socialistas, António Costa, “é simpático”, mas como político é “um mau exemplo”.

“Se a dupla Passos e Portas se mantiver começarão a vender os palácios, as praias e a orla. Acuso publicamente o primeiro-ministro de ser um vende-pátria. Estamos a ser governados por autênticos vende-pátria”, disse. Para Marinho e Pinto, nem os CTT nem a EDP deviam ter sido vendidas, e muito menos a TAP. “Se o povo português nos der poder a TAP vai voltar para as mãos do Estado”, garantiu o líder do PDR.

Grécia e Sócrates

Marinho e Pinto admitiu ainda que há uns tempos votaria no Syriza, mas agora já não. “O Syriza entrou como dono e senhor do mundo. Não me revejo nas suas práticas”, afirmou. O advogado admite que a Grécia está a atravessar grandes dificuldades e que Alexis Tsipras andou a vender “fantasias e ilusões”.

Sobre o caso Sócrates deixou uma certeza: “Se fosse outro juiz, José Sócrates já não estaria preso”. O líder do PDR lamentou que a Justiça não seja isenta e que se reja por “estados de alma” e “rancores”. “Não sei se é culpado ou não. Se for, então que o condenem com uma pena mais pesada do que a dos outros por causa das suas responsabilidades e por ter sido primeiro-ministro. Mas uma coisa é certa: não podem prender para poder andar a investigar”, disse.