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Como o Governo viu mais um “não” à Grécia: “Não é um ultimato, é uma constatação - estamos no limite”

Marcos Borga

Ministra das Finanças conta que a reunião do Eurogrupo desta quinta-feira foi “tensa” e fala em “situação grave”

Bruxelas está a encostar a Grécia à parede? Maria Luís Albuquerque assegura que não, mas ninguém pode negar que "o tempo é cada vez mais escasso". "Não é um ultimato, é uma constatação - estamos no limite do prazo. O facto é que o tempo escasseia" , disse a ministra das Finanças em conferência de imprensa à saída da reunião do Eurogrupo, esta quinta-feira, no Luxemburgo. 

A reunião entre os ministros das Finanças da zona euro foi "tensa, mas no sentido de passar uma mensagem de preocupação", conta. 

Até pode não ter dado em acordo, mas tanto a ministra portuguesa como o presidente do Eurogrupo, Jeroen Dijsselbloem, dizem a mesma coisa: "A bola continua do lado da Grécia". O governo de Atenas tem de apresentar "propostas concretas que possam ser discutidas concretamente pelo eurogrupo", pois a "situação é grave". 

Fim de semana provavelmente sem descanso
A responsável pela pastas das Finanças portuguesas confirma que durante a reunião tomou conhecimento que Donald Tusk, presidente do conselho Europeu, pediu a realização de uma cimeira extraordinária da zona euro na próxima segunda-feira. 

Segundo as regras, explicou Maria Luís Albuquerque, para que esta se realize há que reunir primeiro o Eurogrupo. Assim sendo, e "tendo em conta gravidade da situação", o mesmo grupo de trabalho desta quinta-feira terá de se reunir obrigatoriamente antes do começo da próxima semana. 

A nova reunião do Eurogrupo deverá ocorrer durante o fim de semana, pois "de hoje para amanhã não acredito que haja grandes alterações", explica Maria Luís Albuquerque.