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Cavaco Silva. "As reformas portuguesas estão no caminho certo"

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Cavaco Silva e o Presidente do Senado romeno, Cӑlin Popescu Tӑriceanu, depois do encontro desta manhã no Palácio do Parlamento em Bucareste

TIAGO PETINGA / LUSA

Presidente da República cita instituições internacionais para reforçar a ideia de melhoria da situação económica em Portugal

Luísa Meireles

Luísa Meireles

Redatora Principal

Quase a terminar a sua visita à Roménia, o Presidente da República inaugurou esta quinta-feira um fórum empresarial luso-romeno que, tal como na Bulgária, reuniu empresas dos dois países que estão a consolidar ou a tentar entrar pela primeira vez neste mercado.

Cavaco Silva falava para uma plateia de empresários e, por isso, a mensagem, do ponto de vista político foi igual: défice controlado, desemprego a diminuir, investimento a recuperar, um défice externo da balança de transações correntes que, referiu expressamente, passou de 10% em 2008 (antes da crise, portanto) para um excedente de 2% em 2014. "Os resultados falam por si", repetiu.

Desta vez, porém, ao referir as reformas estruturais já realizadas (mercado laboral, justiça e competitividade da economia) citou as instituições internacionais, as quais, segundo disse, "reconheceram que elas estão globalmente no caminho certo" e consideram que "as autoridades portuguesas mostraram elevada transparência e um forte empenhamento ao longo deste processo".

Portugal e a Roménia tem um nível de relações económico-comerciais já consolidado, com um volume global de transações comerciais de bens e serviços da ordem dos 327 milhões de euros e importantes investimentos de empresas portuguesas na Roménia. Cerca de 65% da composição das exportações portuguesas (240 milhões de euros) são de alta ou média alta intensidade tecnológica.

"Mais de 100 empresas já operam na Roménia e há complementaridades importantes em muitas áreas da economia", disse Cavaco Silva, que mencionou expressamente os grandes investimentos portugueses: a Sonae Sierra (construção e gestão de um centro comercial), Grupo Martifer (construção e infraestruturas metálicas), Coindu (duas fábricas de componentes de automóveis) e EDP (energia eólica).

Para Cavaco Silva, outra das potenciais vantagens portuguesas é a ligação privilegiada com os países lusófonos da África e América Latina, que pode servir de plataforma de contacto para parcerias. 

"Portugal é reconhecido como um destino turístico premium (está entre os 10 melhores na Europa)", afirmou ainda. " Somos um país amigável e seguro...  e, não menos importante, há voos diretos entre Bucareste e Lisboa".

Depois de, esta quarta-feira, se ter encontrado com o seu homólogo e com os presidentes do Senado e da Câmara de Representantes da Roménia, Cavaco Silva tem esta quinta-feira ainda um encontro com o vice-primeiro ministro Gabriel Oprea, que substitui o PM Victor Ponta, ausente na Turquia para uma operação ao joelho. O primeiro-ministro romeno, recorde-se, está indiciado por crimes de corrupção, evasão fiscal e branqueamento de capitais.

Da parte da tarde, Cavaco Silva irá ainda encerrar um colóquio organizado pelo Instituto Camões e visitará o local de construção do centro comercial, um empreendimento da Sonae Sierra (180 milhões de euros), antes de oferecer uma receção e um concerto ao Presidente romeno.

O Presidente da República regressa esta noite noite a Lisboa.