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Portugueses divididos sobre a venda da TAP

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JOSÉ COELHO / Lusa

Estudo da Eurosondagem para o Expresso e para a SIC revela clivagem. Governo já escolheu a proposta vencedora - negócio prevê encaixe de 10 milhões para o Estado

Divididos. A amostra de 1030 entrevistados de um estudo da Eurosondagem para o Expresso e para a SIC revela a clivagem de opiniões - evidente também a nível partidário, onde a oposição fala em "crime".

Facto é que o processo deu um passo significativo esta quinta-feira. O Governo escolheu a proposta de David Neeleman e Humberto Pedrosa, que estão em vias de se tornarem os novos donos da companhia aérea. Ainda falta o aval de Bruxelas e há providências cautelares em curso - e o PS já disse que, na eventualidade de ser governo, admite reverter o processo. Aliás, o Sindicato Nacional do Pessoal de Voo da Aviação Civil já disse que tem a esperança de que das legislativas saia um Executivo que trave a privatização, independentemente da cor partidária.

A proposta vencedora, protagonizada por David Neeleman e Humberto Pedrosa, totaliza 350 milhões de euros, apurou o Expresso. A maioria entra na empresa, parte é dívida de longo prazo, o Estado recebe 10 milhões.

O inquérito da Eurosondagem foi realizado entre os dias 4 e 9 de junho de 2015, antes do anúncio dos vencedores da privatização.

FICHA TÉCNICA

Estudo de Opinião efetuado pela Eurosondagem S.A. para o Expresso e SIC, de 4 a 9 de Junho de 2015. Entrevistas telefónicas, realizadas por entrevistadores selecionados e supervisionados. O Universo é a população com 18 anos ou mais, residente em Portugal Continental e habitando em lares com telefone da rede fixa. A amostra foi estratificada por Região (Norte – 20,4%; A.M. do Porto – 14,4%; Centro - 29,1%; A.M. de Lisboa – 26,3%; Sul – 9,8%), num total de 1.030 entrevistas validadas. Foram efetuadas 1.267 tentativas de entrevistas e, destas, 237 (18,7%) não aceitaram colaborar Estudo de Opinião. Foram validadas 1.030 entrevistas. A escolha do lar foi aleatória nas listas telefónicas e o entrevistado, em cada agregado familiar, o elemento que fez anos há menos tempo, e desta forma aleatória resultou, em termos de sexo, (Feminino – 51,5%; Masculino – 48,5%) e, no que concerne à faixa etária, (dos 18 aos 30 anos – 17,5%; dos 31 aos 59 – 50,5%; com 60 anos ou mais – 32,0%). O erro máximo da Amostra é de 3,05%, para um grau de probabilidade de 95,0%. Um exemplar deste Estudo de Opinião está depositado na  Entidade Reguladora para a Comunicação Social.