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Ferreira Leite: "Ainda antes do discurso do PR, já Costa sabia o que ia dizer"

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Para a ex-ministra da Finanças, criticar Cavaco Silva tornou-se "moda". A coligação PSD-CDS e o PS têm os mesmos objetivos, disse ainda, encontrando apenas uma diferença: "os socialistas prometem ser mais rápidos" 

"O Presidente ainda não falou e a oposição já está a criticar, isso agora é moda", disse Manuela Ferreira Leite, esta quinta-feira, no espaço de comentário semanal na TVI 24. A antiga líder do PSD acusa a oposição de já ter as criticas preparadas antes mesmo de Cavaco Silva fazer o habitual discurso do 10 de junho. 

"Antes do discurso já o Dr. António Costa tinha escrito, pelo menos na cabeça, aquilo que depois vinha dizer", afirma a comentadora, considerando que o líder fez uma critica "gratuita e sem razão absolutamente nenhuma". 

Na opinião da ex-ministra das Finanças a reação de António Costa aos objetivos apresentados por Cavaco Silva não faz sentido, uma vez que tanto PS como a coligação PSD-CDS têm os mesmos objetivos. "O PS não diverge da coligação em nada, acha é que consegue fazer tudo mais rápido e de forma diferente. Só muda o ritmo e o modo". 

Ferreira Leite justificou ainda que é normal que em ano de eleições se fale no futuro, daí que tenha sido uma declaração dedicada e dirigida à juventude: "Não se podia esperar que fosse falar do passado". 

Voltando ao tema legislativas, Manuela Ferreira Leite repetiu que "vai ser difícil haver maioria absoluta" e que poucas pessoas vão votar, pois as propostas são "vagas". 

"Eu acho que as pessoas não vão votar em coisas vagas. Por exemplo, nem na coligação nem no PS consigo perceber o que vai acontecer com a Segurança Social. Haverá algum reformado que se lembre de ir votar num partido que não lhes diz para onde vão caminhar?", questionou a comentadora. 

TAP discutida em noitadas 

Sobre outro dos temas da atualidade, a venda da TAP, Ferreira Leite não tem dúvidas: depois da forma como decorreu todo o processo de venda da Transportadora Aérea Portuguesa, "não há desculpas nem há perdão" para daqui a uns tempos se vir dizer que as coisas correram mal. "Independentemente de concordar ou não, espero genuinamente que tudo corra bem", acrescentou. 

Ainda falta conhecer pormenores da privatização da empresa, mas de tudo o que tem vindo a público, a antiga ministra lamenta que parte do processo tenha sido realizado durante a noite, dando a impressão que foi feito em cima do joelho.  "Desagrada-me. É um assunto demasiado sério para o país que parte do processo tenha sido feito numa noitada", concluiu.