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Costa diz que Cavaco foi mais a voz do Governo do que a dos portugueses

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FOTO ESTELA SILVA / LUSA

O secretário-geral do PS disse que o Presidente da República pode estar tranquilo quanto ao futuro porque "há uma alternativa"

O secretário-geral do PS criticou o discurso de Cavaco Silva por ter sido mais a voz do Governo do que a dos portugueses. 

"Os portugueses esperavam que tivesse sido o seu porta-voz e menos o eco do Governo", sublinhou António Costa, a propósito do discurso do Presidente da República nas comemorações do 10 de junho, em Lamego. 

O líder do PS escolheu o Luxemburgo para celebrar o Dia de Portugal com a comunidade portuguesa que vive no país. À entrada para a receção oficial na Embaixada de Portugal deixou um recado: "creio que o senhor Presidente da República pode estar tranquilo porque, à medida que nos vamos aproximando das eleições, o desânimo e o pessimismo vão dando lugar à confiança de que há uma alternativa que vai permitir aos portugueses virar a página da austeridade e relançar a economia e criar emprego".

A poucos meses das legislativas, o secretário-geral do PS voltou a lembrar que vai "herdar uma situação muito difícil e uma dívida muito pesada tal como aconteceu em Lisboa". Apesar disso, garantiu que, tal como fez na câmara da capital, saberá resolver "a situação das finanças públicas sem ter de sacrificar os direitos dos portugueses".

De regresso ao discurso, Costa dá apenas nota positiva "à homenagem póstuma a Mariano Gago e ao esforço que Teixeira dos Santos fez pela gestão das finanças num momento tão crítico da economia mundial".

O líder socialista acrescentou ainda que não quer ser "desagradável com um presidente em fim de mandato", mas acusa Cavaco Silva de ter contribuído "para o desânimo e para a descrença" ao dar cobertura ao governo de Passos Coelho. 

Durante um jantar com simpatizantes na sede da associação do Rancho Folclórico Províncias de Portugal, António Costa disse também que gostaria de "festejar sempre o 10 de junho junto das comunidades portuguesas como primeiro-ministro".

"Se tudo correr bem nas próximas [eleições] legislativas, pedirei ao Presidente da República que o governo seja representado por outro membro nas comemorações do Dia de Camões e das Comunidades, porque gostaria muito de como primeiro-ministro festejar sempre o 10 de junho junto das comunidades portuguesas, estejam elas onde estiverem", disse o líder socialista.