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Costa: eu diminuí a dívida da Câmara em 40%, eles aumentaram a do país em 18%

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Tiago Miranda

Líder do PS acredita ainda que o caso Sócrates não vai prejudicar o partido nas legislativas. "Acho que as pessoas separam"

O secretário-geral do PS, António Costa, disse esta segunda-feira que não reconhece qualquer "autoridade" nem a Passos Coelho nem a Paulo Portas para lhe "darem lições sobre finanças públicas". Ao longo de quase duas horas, Costa esteve aos microfones da TSF [no habitual fórum da rádio] e respondeu às perguntas dos ouvintes e do jornalista que conduziu a entrevista em estúdio.

O líder do Partido Socialista puxou pelos seus galões enquanto antigo presidente da Câmara de Lisboa para lembrar que também herdou " uma dívida muito grande" na autarquia. "E em vez de me chorar sobre a dívida, fiz aquilo que compete aos políticos, que é gerir. E reduzi em 40% a dívida da Câmara de Lisboa. Eles aumentaram 18%" a dívida do país.

Sobre a prisão de José Sócrates, António Costa manteve a estratégia discursiva que segue desde 21 de novembro último, dia em que foi detido o homem que liderou dois Governos socialistas. "Não compete ao PS substituir-se nem à acusação nem à defesa", disse Costa aos microfones da TSF, lembrando que é urgente "despoluir o debate político desta tentativa de transferir para o debate público o julgamento que deve ser feito nos locais próprios".

Costa defende que se deixe assim espaço para que na política se discuta o que é da política, e acredita que o caso Sócrates não vai prejudicar o PS nas legislativas de outubro próximo: "Acho que as pessoas separam. Isso é do domínio da análise política. Nós estamos concentrados em fazer o que nos compete".