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Costa promete que emprego será "a causa das causas" de um Governo PS

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Tiago Miranda

"O emprego é também a questão essencial de confiança e, por isso, temos de parar com estes quatro anos de sobressalto, interrompendo a ação deste Governo", defendeu António Costa no encerramento da Convenção Nacional do PS.

O secretário-geral do PS elegeu este sábado o emprego como a "causa das causas" e acusou o Governo de ter alimentado um conflito entre jovens e idosos, dizendo que um país é como uma família com várias gerações.

António Costa falava no encerramento da Convenção Nacional do PS, durante o qual equiparou o emprego a uma questão vital de cidadania e, por isso, o problema central para os socialistas.

"O emprego é a causa das causas, é a agenda inadiável", disse o líder socialista, logo no início da sua intervenção.

Costa, porém, foi mais longe e defendeu que, "quem não tem emprego fica à margem da sociedade e quem está à margem da sociedade não pode participar ativamente com liberdade, democraticamente, nas escolhas do futuro do país". 

"O emprego é também a questão essencial de confiança e, por isso, temos de parar com estes quatro anos de sobressalto, interrompendo a ação deste Governo", começou por sustentar o líder socialista.

Para António Costa, o emprego é a questão central também para os jovens que emigraram, para os estudantes e para as suas famílias, na questão da natalidade, assim como para aqueles que já estão reformados e que dependem do número daqueles que estão na vida ativa.

"O emprego é ainda a questão essencial para as empresas, porque, sem aumento de emprego, não há aumento da procura. O emprego não se decreta (nem que o inscrevêssemos na Constituição), o nosso programa não é uma questão de fé, sabemos que a vida não é assim, mas sabemos que há políticas que favorecem e outras que geram a destruição de empresas e emprego", disse.

Na sua intervenção, o secretário-geral do PS acusou o primeiro-ministro de confundir economia com contabilidade e o atual Governo de promover uma guerra entre gerações.

"O Governo acreditou que se aumentasse muito os impostos, cortasse nas pensões e nos salários dos funcionários públicos e nas prestações sociais, teriam melhores finanças públicas, mas isso não aconteceu. O que aconteceu foi uma brutal recessão, que a receita baixou mais do que apesar dos aumentos de impostos e a despesa subiu mais, apesar do aumento da despesa", sustentou.

Depois desta crítica, o líder socialista acusou o executivo PSD/CDS de ter alimentado uma "guerra de gerações".

"Em Portugal ninguém está a mais e Portugal é uma grande família com todas as gerações. Por isso, propomos um contrato de gerações que permita distribuir a carga de trabalho ao longo da vida", acrescentou.