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Ferro Rodrigues. "Maioria e Governo têm medo da alternativa"

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António Cotrim / Lusa

O lkíder da bancada do PS acusou Passos Coelho de não discutir a proposta de reforma da zona euro. A  recondução do governador de Portugal e a privatização da TAP foram outros dos temas chamados à discussão no debate parlamentar que decorre na Assembleia

O líder da bancada parlamentar socialista, Ferro Rodrirgues acusou o Governo e a maioria de terem "medo da alternativa", No debate quinzenal na AR, confrontou ainda o primeiro-ministro com o facto de, apesar de tanto falarem na "palavra consenso", a proposta de reforma da zona euro não ter sido "discutida antes de enviada para Bruxelas".

"Medo da alternativa, senhor deputado? Não há medo nenhum", ripostou Passos Coelho. "Mas o que se passou em 2011 não é medo da alternativa, é a realidade. E quando os senhores propõem repetir a mesma política, isso não pode ser ignorado".

Sobre a questão da reforma da zona euro, o primeiro-ministro acusou Ferro Rodrigues de só falar "das questões da forma e não do conteúdo", e garantiu que não deixará de procurar consenso "junto da zona euro antes de estas propostas serem discutidas no conselho europeu". "Estão em discussão”, concluiu.

A recondução do governador de Portugal, Carlos Costa, foi outro dos temas chamados à discussão pelo PS, partido que não a vai apoiar.  “Acha normal que depois da gravidade do que se passou com o BES o Governo nomeie alguém que não tem o consenso generalizado desta Assembleia?”, perguntou Ferro Rodrigues.

Na resposta, Passos Coelho lembrou que o próprio PS escolheu Carlos Costa em 2010, sem que o Governo nessa altura o tivesse consultado enquanto líder do PSD. Para o primeiro-ministro, em causa está uma competência do executivo.

A lista VIP de contribuintes e a privatização da TAP foram também matérias abordadas por Ferro Rodrigues, que fechou a sua intervenção recordando que o secretário de Estado "esteve esta semana no Parlamento a dizer que 46 mil pessoas tem contratos de emprego com uma subvenção mensal de 419 euros ou de pouco mais de 80, no caso de receberem subsídio de desemprego". "Acha normal?”, indignou-se o deputado socialista.