Siga-nos

Perfil

Expresso

Política

Costa diz que é tempo de pôr fim a quatros anos de instabilidade

  • 333

António Costa acuspu o primeiro-ministro de ter uma "insensibilidade olímpica"

FOTO Tiago Miranda

"Estes quatro anos de estabilidade política corresponderam a quatro anos de instabilidade para as famílias e empresas portuguesas. Continuar esta estabilidade é continuar a instabilidade da vida dos portugueses. É preciso devolver tranquilidade aos cidadãos", afirmou António Costa na abertura da Convenção Nacional do PS.

O secretário-geral do PS acusou esta noite o primeiro-ministro de "insensibilidade olímpica", considerando que "quatro anos de estabilidade política" do atual Governo corresponderam também "a quatro anos de sobressalto" e de "instabilidade" para as famílias e empresas portuguesas. 

António Costa falava na sessão de abertura da Convenção Nacional do PS, no Coliseu dos Recreios, num discurso em que procurou evidenciar para, "por trás do fracasso dos números negativos do Governo há também histórias de vida" de portugueses. 

"Foram quatro anos de sobressalto quotidiano no emprego, nos salários ou nos impostos. Estes quatro anos de estabilidade política corresponderam a quatro anos de instabilidade para as famílias e empresas portuguesas. Continuar esta estabilidade é continuar a instabilidade da vida dos portugueses. É preciso devolver tranquilidade aos cidadãos", declarou o líder socialista. 

Na sua intervenção, o secretário-geral do PS acusou o Governo liderado por Pedro Passos Coelho de ter instalado "a angústia" na sociedade portuguesa. 

"Só a olímpica insensibilidade social do primeiro-ministro é que lhe permite dizer que esta é uma história com final feliz. Não, a vida destas pessoas, a vida destas empresas não são histórias, mas vidas concretas - e um final feliz acontecerá quando o país mudar de Governo e de política", sustentou. 

Para António Costa, "a coligação de direita tenta agora ir a correr a uma casa de penhor levantar as promessas deixadas em dívida, mas é tarde, porque depois destes quatro anos já ninguém lhe dá confiança para comprar promessas em segunda mão". 

"Não cumpriram, não cumprirão e por isso não terão o seu mandato renovado", acrescentou o líder socialista, recebendo uma salva de palmas. 

Não à inscrição de teto constitucional para a dívida
António  rejeitou também em absoluto a imposição de um teto constitucional para a dívida, tal como propõe a maioria PSD/CDS, contrapondo que Portugal precisa de mudar de políticas e não a Constituição da República. 

António Costa falava na sessão de abertura da Convenção Nacional do PS, no Coliseu dos Recreios, em Lisboa, onde no sábado será aprovado o programa eleitoral dos socialistas. 

Num discurso em que caraterizou como esgotada a maioria que suporta o Governo, o líder socialista alegou que a ausência atual de um teto constitucional para a dívida não impediu este executivo de aumentá-la de 97% para 130% do Produto Interno Bruto, ao mesmo tempo que na Câmara de Lisboa, consigo a presidente, baixou em cerca de 40%. "O que é preciso é mudar de políticas e não de Constituição", declarou António Costa. 

Sampaio da Nóvoa é um "amigo de longa data do PS"
 O líder socialista declarou ainda  o anunciado candidato presidencial António Sampaio da Nóvoa é um "amigo de longa data do PS", desejando-lhe as boas-vindas à convenção nacional que decorre até sábado no Coliseu dos Recreios, em Lisboa. 

Questionado pelos jornalistas sobre a presença de Sampaio da Nóvoa na convenção, António Costa classificou-a de "normal", tendo afirmado: Como sabem é um amigo de longa data do PS. Ainda no último congresso esteve presente e interveio. É sempre bem-vindo, todos os amigos do PS são sempre bem-vindos", afirmou António Costa, no primeiro de dois dias do evento que vai servir para ratificar o programa eleitoral do PS para as legislativas que se realizarão no mês de setembro ou em outubro. 

Questionado também sobre a presença do antigo dirigente social-democrata António Capucho, o secretário-geral socialista elogiou o facto que a alternativa que o seu partido está a construir ser feita "com base no PS, mas aberta a muitos cidadãos". 

"Esta é uma alternativa que estamos a construir com base no PS, mas aberta a muitos cidadãos. Felizmente, tenho encontrado na sociedade portuguesa pessoas com percursos políticos diferentes. A participação de António Capucho é para nós uma grande honra e um excelente sinal de que há uma vontade em Portugal de construir uma alternativa", disse. 

  • Capucho anuncia voto no PS

    Declarando-se independente, após a saída do partido que ajudou a fundar com Sá Carneiro, António Capucho anunciou esta noite na Convenção do PS que vai votar no partido socialista nas próximas legislativas