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Os desafios da coligação

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FOTO Tiago Miranda

São três desafios para um futuro melhor: a questão demográfica; a qualificação das pessoas; a competitividade das empresas e da economia. Parece vago? Não parece, é

Bernardo Ferrão

Bernardo Ferrão

Subdiretor da SIC

O texto começa assim: “Apesar dos enormes progressos registados no passado recente, a sociedade portuguesa continua a ter diante de si desafios muito complexos, fruto de muitos anos de negligência política e de desorientação estratégica”. PSD e CDS dizem por isso que o país não pode esperar mais.

Para evitar o que chamam a “pesada fatura”, a coligação fala em três desafios que devem ser a prioridade da próxima legislatura: a questão demográfica, a qualificação das pessoas e a competitividade das empresas e da economia.

Vamos por partes. Na questão demográfica, a coligação avança com as seguintes medidas adicionais:

·         Que removam os obstáculos à natalidade
·         Que favoreçam a harmonização entre a vida profissional e a vida familiar;
·         Que permitam uma participação efetiva dos pais na vida dos filhos, nomeadamente no  que toca ao acompanhamento do seu percurso escolar

Na qualificação das pessoas, destaque para:

·         Alargar progressivamente a universalidade do ensino pré-escolar;
·         Intensificar o combate eficaz ao abandono escolar, bem como às taxas de retenção, sem prejuízo da valorização da exigência nos resultados escolares;
·         Promover a maior autonomia das escolas na construção do seu projeto escolar favorecendo, por exemplo, o aparecimento de escolas geridas com independência docentes;
·         Garantir o rigor na seleção dos docentes;
·         Reordenar a rede de ensino superior público;
·         Incentivar o envolvimento das empresas no ensino profissionalizante e na investigação científica.

Por último, no desafio sobre a competitividade das empresas e da Economia, “as políticas públicas podem e devem dar um contributo importante”

·         Criando um ambiente favorável ao investimento, quer reduzindo adicionalmente os entraves burocráticos e administrativos que ainda persistem, quer assegurando a estabilidade e a previsibilidade do quadro fiscal, nomeadamente através da continuação da redução do IRC;
·         Favorecendo soluções que contribuam para a capitalização das empresas;
·         Apostando adicionalmente em domínios em que apresentamos importantes vantagens competitivas, como é o caso do mar, do turismo e do agroalimentar;
·         Proporcionando a existência de um quadro de regulação do mercado laboral que assegure a melhoria do rendimento salarial, tendo em conta os acréscimos de produtividade;
·         Reforçando os mecanismos da concertação social enquanto local preferencial de construção de entendimentos entre os diferentes parceiros.

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