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AD promete défice este ano "claramente abaixo" de 2,7%

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FOTO Tiago Miranda

Nova meta é mais otimista do que tudo o que o Governo tinha dito. E do que todas as previsões de instituições independentes

Filipe Santos Costa

Filipe Santos Costa

Jornalista da secção Política

A garantia está, preto no branco, logo na primeira página das linhas orientadoras do programa eleitoral da coligação: "As contas públicas estão na boa direção e o défice orçamental ficará este ano claramente abaixo de 2,7%, permitindo que Portugal, pela primeira vez em muitos anos, deixe de estar submetido ao procedimento por défice excessivo".

Que o país sairia este ano do procedimento por défice excessivo, colocando-o abaixo do limite de 3%, não é uma promessa nova; mas é novidade a promessa de acabar o ano "claramente abaixo de 2,7%". Aliás, a previsão mais recente do Governo, inscrita no Programa de Estabilidade que o Governo enviou em abril para Bruxelas, aponta para este ano uma previsão de défice de 2,7%. 

Mesmo essa meta é vista como excessivamente otimista pela generalidade das instituições independentes que têm feito previsões sobre o desempenho económico de Portugal. Nada que impeça a maioria de ir ainda mais longe no seu documento eleitoral. 

OCDE revê para 2,9%
Ainda esta quarta-feira, a OCDE anunciou uma revisão em baixa da previsão de défice para este ano, apontando para 2,9%. Com esse anúncio, tornou-se a primeira organização internacional a prever para Portugal um défice abaixo dos 3%.

Todas as outras previsões são mais negativas. Em maio, a Comissão Europeia manteve o seu ceticismo sobre as contas portuguesas, prevendo um défice de 3,1%. E o FMI, na última revisão, também em maio, apontava para mais uma décima (3,2%)